Corte da OPEP começa a surtir efeito, petróleo vai na melhor série desde 2013

Cartel vê produção de xisto a disparar nos EUA, mas já há sinais de que o corte decidido no final do ano passado está a dar frutos. Preço do barril vai no maior ciclo de ganhos desde 2013.

O corte de produção promovido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países fora do cartel, incluindo a Rússia, começa a dar os primeiros frutos. A OPEP indica que os inventários de petróleo estão a encolher nas principais economias mundiais, num sinal de menor consumo. Isto apesar de prever um aumento da produção de gás de xisto nos EUA.

Os primeiros dados que mostram verdadeiramente o impacto da decisão da OPEP revelam que houve uma redução de 28,3 milhões de barris, ou 0,9%, em fevereiro, segundo o relatório mensal daquela organização. Ainda assim, há um excesso de 268 milhões de barris que os produtores pretende eliminar de forma a reforçar os preços do barril de ouro negro no mercado. Uma tarefa que ficará mais complicada à medida que o cartel vê os rivais norte-americanos a acelerar a produção de gás de xisto.

Em Londres, o Brent valoriza 0,6% para 56,57 dólares, avançando pela oitava sessão consecutiva, a melhor série desde janeiro de 2013. O contrato WTI, negociado em Nova Iorque, soma 0,49% para 53,04 dólares, na sétima sessão em terreno positivo, com os investidores à espera que a Arábia Saudita force uma nova redução da produção no seio da OPEP.

Petróleo recupera de março

Fonte: Bloomberg (valores em dólares)

“Apesar de alguns riscos, as expectativas gerais em relação ao crescimento da procura por produtos petrolíferos nos próximos meses continuam positivas”, diz a OPEP no seu relatório mensal publicado esta quarta-feira. “A procura saudável, juntamente com elevado grau de conformidade nos ajustamentos na produção operados pela OPEP e membros fora da OPEP, deverá reforçar a estabilidade do mercado”, acrescenta.

Em relação aos EUA, a OPEP estima que a produção acelere em 200 mil barris por dia para um total de 540 mil barris diários, com a recuperação dos preços da matéria-prima a incentivar de novo investimento no setor do petróleo de xisto.

O número de explorações mais do que duplicou desde maio do ano passado, de acordo com os dados da Baker Hughes. Dados do governo norte-americano revelam que a produção norte-americana recuperou para o nível mais elevado em mais de um ano.

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