Comércio internacional de bens está quase ao nível pré-crise

Apesar das pressões protecionistas dos EUA e da saída do Reino Unido do mercado único europeu, o comércio internacional está a recuperar. O primeiro trimestre de 2017 foi de aceleração.

O comércio internacional de bens está quase a atingir os níveis registados antes da crise. Praticamente 10 anos depois, e mesmo com as possíveis pressões protecionistas de alguns países, as principais economias voltam a fazer trocas de bens como faziam na década passada. A conclusão está nas estatísticas sobre o comércio internacional de bens divulgadas esta segunda-feira, pela OCDE, onde a organização assinala uma aceleração no primeiro trimestre de 2017, depois de 2014, 2015 e 2016 terem sido anos de desaceleração.

A troca de bens entre os países do G20 reconquistou quase os seus níveis pré-crise, mas continua a estar cerca de 10% mais baixo que os picos alcançados entre 2011 e 2014“, explica a Organização para o Comércio e Desenvolvimento Económico. Este o quarto trimestre consecutivo de crescimento do comércio internacional de bens entre as 20 maiores economias mundiais. Além disso, este é o maior crescimento desde o segundo trimestre de 2011. As exportações aumentaram 3% e as importações 4%.

Entre os países do G20, apenas França viu as suas exportações de bens diminuírem 2,4% no primeiro trimestre de 2017, altura em que o país esteve em stand by à porta de eleições presidenciais. As restantes grandes economias mundiais viram as suas exportações de bens crescer com a Austrália a registar o maior aumento (7,2%). Seguiu-se a Coreia do Sul (5,7%), o Reino Unido (3,3%), Canadá (2,9%), os Estados Unidos (2,7%) e o Japão (2,5%). Entre os países do G20 da Zona Euro esse crescimento foi mais tímido com a Alemanha a liderar com um aumento de 1,3%.

Do lado dos produtos que chegam aos países, o destaque vai para a China, país onde as importações de bens aumentaram 9,6%, levando o excedente comercial de bens chinês para o menor valor desde o segundo trimestre de 2014. Além da China, destacaram-se as importações para a Coreia do Sul (8,2%).

Nas economias emergentes, a economia brasileira — que esteve em recessão mas espera-se que recupere no primeiro trimestre de 2017 — exportou mais de 20% de bens face ao primeiro trimestre de 2016. Essa aceleração verificou-se também na Rússia (13%) e em menor escala na Indonésia. Da mesma forma, o Brasil registou um aumentou significativo de importações de bens (9,1%), assim como a Índia (6,5%).

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