Confiança dos portugueses em máximo. Recua na Zona Euro

  • Rita Atalaia
  • 30 Maio 2017

Os consumidores portugueses nunca estiveram tão confiantes. O indicador tocou um máximo desde 1997. Esta tendência contraria o sentimento na Zona Euro, que recuou pela primeira vez este ano.

Nunca os consumidores portugueses estiveram tão confiantes. O indicador atingiu o valor mais elevado desde 1997, quando os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) começaram a ser compilados. Esta tendência contraria o que está a acontecer na Zona Euro, onde a confiança diminuiu pela primeira vez este ano.

“O indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio, prolongando a trajetória positiva observada desde o início de 2013 e atingindo o valor máximo da série iniciada em novembro de 1997″, de acordo com o INE.

"O indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio, prolongando a trajetória positiva observada desde o início de 2013 e atingindo o valor máximo da série iniciada em novembro de 1997.”

Instituto Nacional de Estatística

Uma melhoria que resultou do maior otimismo dos portugueses em relação à economia do país. “A evolução do indicador resultou do contributo positivo de todas as componentes, de forma mais expressiva nos casos das expectativas relativas à evolução do desemprego e da situação económica do país“, nota o INE.

Mas este resultado não reflete o que está a acontecer na Zona Euro. Segundo a Bloomberg, a confiança dos consumidores do euro diminuiu pela primeira vez este ano, devido às “leituras mais fracas nos setores dos serviços e retalho“. Apesar de ter recuado, esta leitura mantém o indicador próximo do nível mais elevado numa década. Caiu para 109,2 pontos em maio em comparação com 109,6 pontos em abril. Os analistas consultados pela Bloomberg estimavam um aumento para 110 pontos.

Este relatório vai ser analisado quando os responsáveis do Banco Central Europeu se reunirem na próxima semana para discutirem a saúde da economia dos 19 Estados-membros. Isto numa altura em que Mario Draghi não vê ainda razões para alterar o rumo da política monetária na região. O presidente do BCE reiterou na semana passada o compromisso de terminar o programa de estímulos antes de começar a subir as taxas de juro diretoras.

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