Paul de Grauwe e Miguel Saint-Aubyn escolhidos para o Conselho das Finanças Públicas

  • Margarida Peixoto
  • 9 Junho 2017

Os nomes dos dois economistas já terão sido consensualizados com o Governo, pondo fim a um diferendo que se arrastava há meses para substituir os dois membros do CFP cujo mandato já terminou.

Paul de Grauwe foi proposto para vice-presidente do Conselho das Finanças Públicas.Martin Leissl/Bloomberg News 7 setembro, 2007

Os economistas Paul de Grauwe e Miguel Saint-Aubyn serão os novos membros do Conselho das Finanças Públicas (CFP). O Governo de António Costa começou por chumbar a primeira proposta do governador do Banco de Portugal e do presidente do Tribunal de Contas, que tinham escolhido Teresa Ter-Minassian e Luís Vitório. Mas agora já terá validado os novos nomes, embora falte ainda formalizar a nomeação.

A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo Negócios, e confirmada pelo ECO. O impasse durava já há vários meses: os mandatos, não renováveis, do vice-presidente Jürgen von Hagen e do vogal executivo do Conselho Superior Rui Nuno Baleiras terminaram em meados de fevereiro, tendo os responsáveis ficado em funções enquanto os seus substitutos não forem nomeados.

Desde janeiro que se sabia que as conversações para decidir os novos membros do CFP estavam difíceis, com o Governo de António Costa a vetar a proposta de Luís Vitório para vogal executivo, apesar de não se opor particularmente ao nome de Teresa Ter-Minassian.

De acordo com os estatutos do CFP, os nomes são propostos pelo governador do Banco de Portugal e pelo presidente do Tribunal de Contas — Carlos Costa e Vítor Caldeira — mas são nomeados pelo Conselho de Ministros e, dessa forma, sujeitos à validação por parte do Executivo.

Contactado, o Conselho das Finanças Públicas não quis comentar os novos nomes.

Paul de Grawe, que será nomeado para vice-presidente do CFP, é um economista belga, da London School of Economics. Já foi professor de Economia Internacional na Universidade de Leuven, na Bélgica, e foi membro do parlamento belga entre 1991 e 2003. É diretor da rede de investigação CESifo, na Universidade de Munich, para os temas de macroeconomia, monetários e internacionais. É investigador no CEPS – Centro de Estudos Políticos Europeus, em Bruxelas e do CEPR – Centro de Investigação Política e Económica, de Londres.

Miguel Saint-Aubyn, que será escolhido para vogal executivo, é professor catedrático no ISEG, macroeconomista, e um dos autores do relatório sobre a dívida pública portuguesa produzido pelo grupo de trabalho dinamizado pelo PS e o BE. É doutorado pela London Business School e publicou já cinco livros de economia. Em 1999, por exemplo, publicou “O Impacto do Euro na Economia Portuguesa”, um livro que conta com a coautoria de António Pinto Barbosa, António Barreto, António Nogueira Leite, Maria João Valente Rosa, Marta Abreu, Miguel Gouveia, Nuno Alves e Vítor Gaspar.

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