Pedro Veiga: ciberataques podem levar empresas à falência

Atualmente, os hackers não precisam de muitos conhecimentos para atingirem os seus alvos. As empresas e organizações devem estar preparadas, alertou o coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança.

Uma empresa que não se preocupe com a cibersegurança “pode falir ou ser vendida por tuta e meia”, afirmou Pedro Veiga, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, braço do Gabinete Nacional de Segurança, alertando que as preocupações com a proteção de dados e informação digital devem ser centrais ao trabalho das empresas no século XXI. “Os ataques são cada vez mais complexos e os conhecimentos do atacante são cada vez menores”, sublinhou ainda.

Assim, é preciso criar “condições para as empresas sobreviverem no mundo digital”, disse, na Conferência de Cibersegurança organizada esta terça-feira pelo ECO, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa. “Todas as organizações, e até nós indivíduos, devemos estar cientes dos riscos que advêm de usar estes dispositivos”.

A cibersegurança tem três dimensões, afirmou: a técnica e tecnológica, a organizativa e a de gestão. “Uma empresa ou organização que não atenda a estas dimensões pode falir ou mesmo ser vendida por tuta e meia”, relembrou, dando os exemplos da Yahoo e da Target, duas empresas que foram afetadas por fraquezas a nível de segurança digital e da proteção de dados de clientes.

“As pessoas são críticas, a todos os níveis”, na proteção das organizações, afirmou Pedro Veiga. Na verdade, “as pessoas mais em baixo nas organizações podem ser uma porta de entrada para o problema, mas também as chefias” devem aperceber-se da importância do problema e procurar preveni-lo.

Hackers têm cada vez menos conhecimentos

“Os ataques estão cada vez mais complexos e os conhecimentos do atacante são cada vez menores”, alertou Pedro Veiga. É possível atualmente para um atacante adquirir o software que vai utilizar para cometer o crime sem ter que o desenvolver ele próprio.

Pedro Veiga também chamou a atenção para as ameaças internas que existem dentro das empresas, através da espionagem industrial. A empresa deve, assim, proteger-se não só do exterior como também dos seus próprios funcionários.

Pedro Veiga foi o primeiro conferencista a falar no evento organizado esta terça-feira pelo ECO, em Lisboa. Acompanhe aqui em direto a Conferência de Cibersegurança organizada pelo ECO.

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