EIA vai trazer know-how de Silicon Valley para Portugal

  • ECO
  • 11 Julho 2017

Ricardo Marvão, Head of Global Projects da Beta-i, destaca a importância de trazer a European Innovation Academy a Portugal. Defende que vai ajudar a mudar o mindset dos estudantes universitário.

A ideia de trazer a EIA para Portugal nasceu no ano passado. Ricardo Marvão, Head of Global Projects da Beta-i, quis importar para o país, mas especialmente para o “ecossistema empreendedor estudantil” nacional o know-how de Silicon Valley. “O objetivo final passa por ajudar a mudar o mindset dos estudantes universitários, e expandir os seus horizontes e competências”, salienta o responsável da Beta-i.

Por que se associaram à EIA? Em que consiste esta parceria?

Quando fundámos a Beta-i, rapidamente implementámos uma premissa: iríamos trabalhar, ano após ano, nas lacunas do ecossistema. Sete anos depois podemos dizer que o ecossistema evoluiu muito, mas é verdade que ainda há lacunas por preencher. Esta é uma das muitas iniciativas internacionais que estamos a preparar. Em janeiro de 2016 partimos para a ideia de trazer a EIA para Portugal e procurar o know-how que fazia falta trazer para o ecossistema empreendedor estudantil. Esta ligação às universidades, à Academia e aos alunos universitários, é um dos pontos fracos do ecossistema português.

Aliás, bem vistas as coisas, a maioria das universidades ainda incentivam muito os jovens para “trabalhar para alguém”, e não tanto para tentar lançar a sua própria ideia, o seu próprio projeto. Por isso, procurámos um programa como o da Innovation Academy para trazer para Portugal, uma vez que este procura incentivar os jovens universitários a pensar em conjunto numa ideia, num ambiente internacional e interdisciplinar.

O que significa, para vocês, esta parceria? O que esperam retirar dela?

O programa dura três semanas, foi desenhado especificamente para estudantes universitários, e é desenvolvido há vários anos em colaboração com três instituições de topo, como são as Universidades de Berkeley e Stanford, e a Google, sendo que pretende trazer também para a Europa algum do know-how de Silicon Valley ligado aos estudantes universitários. As próximas parcerias internacionais em que estamos já a trabalhar estarão mais focadas em trazer mais valor para a inovação corporate, as grandes empresas que trazem um grande impacto para a economia do país.

Olhando para estas valências, e para os reflexos que podem ter, é para nós óbvio que tem potencial de estimular de forma significativa a cultura empreendedora entre os estudantes, e aumentar o seu potencial de sucesso a vários níveis. O objetivo final passa por ajudar a mudar o mindset dos estudantes universitários, e expandir os seus horizontes e competências. E isso é, na essência, a missão da Beta-i.

Que impacto é que um programa desta natureza e envergadura poderá ter em Portugal?

Esta academia é um dos nossos primeiros passos na área da Educação para pôr Portugal no mapa para os estudantes internacionais (estamos já a trabalhar nos próximos projetos internacionais que queremos trazer para Portugal), mas é também uma oportunidade para reunir os melhores estudantes universitários de universidades portuguesas e de todo o mundo em torno de um único objetivo. Os alunos vão estar imersos num contexto multicultural de 400 participantes, sendo 75 portugueses e vindo de 10 universidades nacionais, oradores, mentores e investidores, oriundos de 63 nacionalidades diferentes.

O facto de os participantes terem de formar equipas, que vão trabalhar durante essas três semanas com formadores, mentores e investidores, será importante, uma vez que os coloca no papel de empreendedores, obrigando-os a crescer, a escolher prioridades, a delegar tarefas, ou seja, a pensar como uma equipa e uma startup. Isso em si mesmo não é uma garantia de sucesso para o futuro, mas de certeza que é um passo na direção certa, no sentido de capacitar estes jovens para os desafios da economia digital que o futuro parece prometer.

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