Central de biomassa em Mangualde vai custar 54 milhões de euros

  • ECO e Lusa
  • 14 Julho 2017

O grupo Sonae vai instalar uma central de biomassa no concelho de Mangualde, num investimento global de 54 milhões de euros.

Não uma, mas duas. No espaço de uma semana, o país vê lançadas duas centrais de biomassa. A primeira em Viseu. A segunda em Mangualde.

Desta feita é o grupo Sonae que vai instalar a central, num investimento global de 54 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a Câmara Municipal. Em comunicado, o presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, explica que o investimento visa “maximizar a utilização eficiente dos recursos naturais”.

“A central permitirá a criação de outras empresas no setor da recolha dos recursos florestais, tratando-se de um investimento que vai permitir produzir melhor eletricidade, fomentar o ordenamento do território e criar empregos indiretos”, acrescentou.

"A central permitirá a criação de outras empresas no setor da recolha dos recursos florestais, tratando-se de um investimento que vai permitir produzir melhor eletricidade, fomentar o ordenamento do território e criar empregos indiretos.”

João Azevedo

Presidente da Câmara de Mangualde

De acordo com o autarca, este é “um projeto a andar e não algo virtual”, que visa abastecer a própria unidade fabril do Grupo Sonae, já instalada no concelho – a Sonae Arauco -, “tornando-a mais competitiva e autossuficiente”. “É primordial para o concelho dispor de uma unidade com a capacidade de fazer um investimento tão importante. A central termoelétrica a biomassa florestal poderá injetar até 12 MVA de energia elétrica na rede pública”, evidenciou.

Na nota do município, pode ainda ler-se que este investimento engloba a engenharia, projeto e construção de uma caldeira de biomassa de última geração, com 90 MegaWatts (MW) de potência de combustão, equivalente a 266 mil toneladas biomassa por ano, que utilizará como combustível biomassa florestal residual. Uma capacidade bastante superior face à central que vai nascer em Viseu que terá uma potência instalada de 15 MW e uma necessidade anual de resíduos florestais de 140 mil toneladas.

“Ao associar a utilização da biomassa residual à utilização da fibra virgem no processo industrial, e permitindo a utilização completa do recurso disponível, a utilização da biomassa é mais rentável e permite aplicações mais nobres. Também ao combinar a produção de energia térmica e elétrica, se maximiza o rendimento global do processo de geração de energia”, refere.

Outro benefício da instalação desta central no concelho “é o investimento numa indústria fortemente exportadora”, que “pode contribuir para a criação de postos de trabalho diretos e indiretos”.

Recorde-se que o Governo tinha já atribuído quatro licenças de produção — Viseu, Famalicão, Fundão e Porto de Mós –, mas em julho o Executivo anunciou que deu luz verde a quatro novas centrais elétricas de biomassa florestal, a instalar nos concelhos de Vila Velha de Ródão, Mangualde, Figueira da Foz e Famalicão, representando um investimento de cerca de 185 milhões de euros.

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