Passos Coelho compara Costa a Trump na crítica sobre Altice

  • ECO
  • 14 Julho 2017

O ex-primeiro-ministro acusa o atual chefe do Governo de ter as mesmas práticas do presidente dos Estados Unidos, censurando as palavras de Costa sobre a Altice no debate do Estado da Nação.

Pedro Passos Coelho criticou António Costa pelas palavras que disse sobre a Altice no Parlamento, comparando a atitude com a de Donald Trump. Na quarta-feira, o atual primeiro-ministro fez várias acusações sobre a PT (detida pela Altice), chegando mesmo a dizer que já tinha feito a sua escolha de operadora de telecomunicações. Um comentário que o líder da oposição censurou. Esta sexta-feira a Altice anunciou a compra da Media Capital, a dona da TVI e Rádio Comercial, por 440 milhões de euros.

No debate do Estado da Nação, a esquerda confrontou o António Costa com a situação dos trabalhadores da PT. Em resposta, o primeiro-ministro alinhou nas críticas: “Receio bastante que a forma irresponsável como foi feita aquela privatização, possamos vir a ter um novo caso Cimpor e um novo desmembramento que ponha em causa não só os postos de trabalho como o futuro da empresa”, disse o chefe do Governo.

António Costa disse ainda esperar que a Anacom “olhe com atenção” para o que aconteceu em Pedrógão Grande com as diferentes operadoras. “Espero que a autoridade reguladora olhe com atenção para o que aconteceu só nestes incêndios de Pedrógão Grande com as diferentes operadoras, para compreender bem como houve algumas que conseguiram manter sempre as comunicações e como é que houve outra que esteve muito tempo sem conseguir manter comunicações nenhumas”, sublinhou. “Eu, cá por mim, já fiz a minha escolha da companhia que utilizo”, concluiu.

A reação a estas palavras chegou nesta quinta-feira à noite, na apresentação do polémico candidato do PSD/CDS a Loures, André Ventura, com Passos Coelho a fazer uma comparação entre Costa e Trump. “Lembro-me de aqui há uns meses do escândalo que foi quando o presidente dos Estados Unidos ter discriminado negativamente uma cadeia de empresas norte-americanas”, começou por dizer.

E a crítica chegou: “Não sei o que é que terá levado o dr. António Costa a, de certa maneira, fazer uma admoestação pública a uma empresa“, afirmou Passos Coelho, referindo que “nunca” tinha ouvido um primeiro-ministro “a atirar-se assim a uma empresa”. “Nem o engenheiro Sócrates teve coragem para fazer isto”, terminou, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

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