Sauditas dão gás aos preços do petróleo

Barril de ouro negro continua abaixo dos 50 dólares com produção da Líbia que a Arábia Saudita tenta rebater. Sauditas ponderam reduzir exportações para impulsionar preços. E já está a fazê-lo.

O preço do barril de petróleo está a acelerar para máximos de duas semanas depois das notícias de que a Arábia Saudita está a considerar mais cortes nas exportações do ouro negro.

Tanto o contrato Brent, negociado em Londres, como o contrato WTI, avançam mais de 1% esta terça-feira. O contrato europeu valoriza 1,38% para 49,09 dólares, mantendo-se, ainda assim, abaixo da fasquia psicológica dos 50 dólares. Também o contrato americano avança 1,3% para 46,62 dólares.

Esta aceleração das cotações surge depois de a consultora Petroleum Policy Intelligence ter dito que a Arábia Saudita avalia um corte adicional nas exportações de petróleo em cerca de um milhão de barris por dia, perante os sinais de que o corte na produção promovido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não está a surtir os efeitos desejados na redução do excesso desta mercadoria nos mercados.

Petróleo em máximos de duas semanas

Fonte: Bloomberg (valores em dólares)

“Pensamos que eles [Arábia Saudita] estão a olhar para outras possibilidades para acelerar o reequilíbrio no mercado”, salientou Bill Farren-Price, fundador daquele instituto, à agência Bloomberg. O relatório desta consultora cita “players chave dentro e fora da OPEP” para antecipar o comportamento saudita.

A Líbia, que está excluída do acordo entre o cartel petrolífero e outros exportadores de ouro negro, está a aumentar a sua produção, absorvendo parte do impacto dos cortes de produção na oferta global. Por esta razão, os preços do petróleo têm-se mantido abaixo dos 50 dólares por barril, com os responsáveis sauditas a ponderarem agora uma redução das vendas ao exterior.

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