Caixa reduz prejuízos para 50 milhões no semestre

O banco público continuou a apresentar resultados negativos na primeira metade do ano, mas reduziu as perdas face ao ano passado.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reportou prejuízos de 50 milhões de euros no primeiro semestre do ano, uma melhoria face às perdas de 205,2 milhões em igual período do ano passado. O banco público já tinha registado um resultado líquido negativo de 38,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017.

“Os resultados deste semestre estão em linha com o plano estratégico apresentado. Há, naturalmente, lugar a satisfação”, diz Paulo Macedo, presidente executivo da CGD, na apresentação de resultados que decorre, esta tarde, na Culturgest, em Lisboa.

O banco público alcançou, no primeiro semestre, uma margem financeira de 656 milhões de euros, um aumento homólogo de 18%, conseguido, sobretudo, graças à “forte redução” do custo de financiamento (menos 212 milhões neste primeiro semestre). Já o produto bancário, equivalente às receitas, disparou 57%, totalizando, no final de junho, 1.154 milhões de euros, com o contributo positivo da margem financeira e dos resultados de operações financeiras, que contribuíram com 275 milhões para os resultados da Caixa.

“Este montante reflete essencialmente os ganhos decorrentes da evolução das taxas de juro em mercado e de uma adequada gestão dos instrumentos de cobertura do risco de taxa de juro da carteira de títulos“, justifica o banco, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A penalizar as contas da CGD estiveram “custos não recorrentes” no valor de 366 milhões de euros. Os custos operacionais aumentaram assim em 2%, totalizando 638 milhões de euros, resultado das despesas com o plano de reestruturação, que já levou à saída de cerca de 300 pessoas, segundo Paulo Macedo.

Por outro lado, o banco público destaca que “a qualidade dos ativos evoluiu positivamente no primeiro semestre”. Os rácios de NPE (non performing exposure) e NPL (non performing loans, o chamado crédito malparado) reduziram-se ambos, para 10,7% e 13,6%, respetivamente. “Temos uma evolução bastante positiva” neste campo, destaca o administrador José Brito. “A imparidade de crédito foi de apenas 55 milhões de euros no primeiro semestre”. Este valor representa uma redução homóloga de 82%.

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