Ex-Presidente Jorge Sampaio alerta: SNS está “no limite”

  • ECO
  • 29 Julho 2017

O Serviço Nacional de Saúde está "no limite das suas capacidades". Este foi o alerta deixado pelo ex-Presidente da República no último Conselho de Estado, segundo o Expresso.

Num Conselho de Estado focado na área da defesa por causa de Pedrógão Grande e Tancos, um dos conselheiros de Estado alertou para um problema no Serviço Nacional de Saúde (SNS). O aviso foi feito por Jorge Sampaio, segundo o Expresso (acesso pago) deste sábado, cuja intervenção tinha como objetivo a defesa do SNS. Sampaio terá descrito a sua própria experiência enquanto utente.

Entre os problemas identificados pelo ex-chefe de Estado estão os baixos salários e a incapacidade de dar resposta a todas as necessidades. Dois membros do Conselho de Estado confirmaram ao semanário que Sampaio disse que há pessoal que está a assegurar o trabalho no “limite das suas capacidades”.

O Expresso conta que o discurso do ex-Presidente da República não foi uma crítica direta ao Governo — o primeiro-ministro tem assento neste órgão consultivo de Marcelo Rebelo de Sousa –, mas sim um apelo para que o Orçamento de Estado para 2018 reforce as dotações para o setor da saúde. Este tem sido um pedido também dos parceiros parlamentares do Executivo, principalmente depois de se saber o nível recorde de cativações do ano passado.

A contestação não tem ficado restrita à luta política. Também os enfermeiros, os técnicos de diagnóstico, os enfermeiros-obstretas e os médicos têm reclamado melhores condições de trabalho, tendo feito algumas greves nos últimos meses.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ex-Presidente Jorge Sampaio alerta: SNS está “no limite”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião