Mulheres no topo? Portugal está no rés-do-chão

  • Ana Batalha Oliveira
  • 2 Agosto 2017

Entre 44 países, Portugal fica em 27.º no número de mulheres em cargos de direção. Se olharmos para o número de presidentes nos conselhos de administração, Portugal desce ao 34.º lugar.

Portugal não está na linha da frente quando o assunto é a liderança no feminino. Só 13% dos cargos de direção das empresas são ocupados por mulheres e, se olharmos para a presidência das empresas, a percentagem cai para os 2%. Ambas as percentagens estão abaixo da média global.

As mulheres portuguesas têm uma baixa representação nos cargos de direção em Portugal. Contam com uma percentagem de 12,6% de mulheres nos cargos de direção, que compara com uma média global de 15% — as percentagens oscilam entre os 42% e os 2,1%. Na presidência dos conselhos de administração, Portugal só atinge os 2,1%, quando a nível mundial a percentagem é também superior, mais precisamente 4%, de acordo com um estudo da Deloitte. Isto acontece “apesar de as mulheres representarem mais de metade do total da população [portuguesa] e de se graduarem em maior número do que os homens“, assinala João Costa da Silva, lead partner da Deloitte em Portugal.

No próximo ano, o cenário deverá mudar à luz da nova lei das quotas de género, aprovada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no passado dia 19 de julho. A nova lei prevê que as empresas do setor público incluam pelo menos um terço de mulheres nos órgãos de administração. No caso das empresas cotadas, a percentagem mínima é de 20% até 2020 — a partir deste ano, também estarão sujeitas à proporção de um terço.

O país com maior número de mulheres nos cargos de direção foi também o primeiro na Europa a introduzir quotas de género: a Noruega. Neste país, a percentagem de mulheres nos cargos de direção ascende aos 42%, Em termos de presidência, a percentagem desce significativamente para os 7%. Já o país líder no número de mulheres que presidem as empresas é a Grécia, com 18,2%.

O estudo faz outra revelação importante: quando há uma mulher na liderança, quer como CEO ou nas funções de presidente do Conselho de Administração, há mais mulheres nos cargos de direção da mesma empresa. Assim, uma mulher na direção promove a diversidade de género.

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