Só três trabalhadores quiseram ser acionistas da EGF

A EGF conseguiu vender 1.300 ações no âmbito da OPV destinada a trabalhadores. Ou seja, apenas 0,23% do número de ações disponibilizadas nesta operação.

Apenas três trabalhadores aceitaram participar na oferta pública de venda (OPV) de ações da Empresa Geral do Fomento (EGF). Estes trabalhadores ficaram com um total de 1.300 ações no âmbito da privatização da gestora de resíduos correspondentes a um montante total ligeiramente acima de 18 mil euros, segundo anunciou a EGF em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Esta OPV foi anunciada na segunda metade do mês de junho e destinava-se exclusivamente a trabalhadores da empresa, que poderiam adquirir uma participação de 5% da EGF. Durante o período da oferta que decorreu durante um período de 15 dias, os trabalhadores da empresa poderiam adquirir títulos a um valor unitário de 13,896 euros. Este preço representa um desconto de 5% face aos 14,6274 euros que ficaram fixados na venda da EGF ao consórcio Suma, liderado pela Mota-Engil, por um valor de 150 milhões de euros.

Face ao total de 560 mil ações que foram disponibilizadas aos trabalhadores nesta OPV, o número de títulos que acabaram por ser adquiridos representam uma proporção de apenas 0,23%.

Além dos funcionários da EGF, esta oferta estava disponível também para os trabalhadores das participadas Algar, Amarsul, Resiestrela, Resinorte, Resulima, Valnor, Valorlis, Valorminho e Valorsul.

No comunicado enviado à CMVM, a EGF diz que a liquidação física e financeira das ações adquiridas no âmbito desta OPV ocorrerá a 9 de agosto. Ou seja, na próxima quarta-feira. “Não está prevista a admissão à negociação em mercado regulamentado das ações representativas da totalidade ou de parte do capital social da EGF”, informa ainda a empresa ao regulador do mercado de capitais.

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