Trânsito na A23 cortado por causa dos incêndios

  • ECO e Lusa
  • 10 Agosto 2017

Quatro dos 169 incêndios florestais iniciados hoje estão por dominar. Ao todo estão mobilizados 1.439 operacionais, 435 veículos e 20 meios aéreos, diz a Proteção Civil.

A Proteção Civil registou esta quinta-feira o início de um total de 169 ocorrências de incêndios florestais, estando quatro por dominar, anunciou Patrícia Gaspar, adjunta nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Em declarações transmitidas pela SIC Notícias, Patrícia Gaspar destacou os incêndios de Santarém, “que concentra já 663 operacionais e 8 meios aéreos”, Rio Covo (distrito de Aveiro), Grândola e Montemor-o-Velho. Ao todo estão mobilizados 1.439 operaionais, 435 veículos e 20 meios aéreos. A força das chamas obrigou ao corte das Autoestradas no Norte (A1) e Coimbra-Figueira da Foz (A14), nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e Mealhada e Coimbra Norte e o nó de Arazede, de acesso à estrada nacional 335, respetivamente. Mas também a Autoestrada da Beira Interior (A23) em ambos os sentidos na zona de Abrantes, no distrito de Santarém, devido ao incêndio que lavra desde quarta-feira naquele local, disse o comandante da GNR de Abrantes.

Segundo fonte da GNR, a circulação no lanço da A1 entre o nó de acesso a Coimbra e ao IP (Itinerário Principal) 3 e a Mealhada, foi interrompida pelas 13h15 de quinta-feira, devido ao incêndio florestal que deflagrou, pelas 12h30, na zona de Barcouço, perto do limites dos concelhos de Coimbra e da Mealhada (distrito de Aveiro). Sendo que a circulação foi restabelecida pelas 22h10.

Também em resultado do fogo, a autoestrada que liga Coimbra à Figueira da Foz, está interrompida, nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e o nó de Arazede (no concelho de Montemor-o-Velho), desde as 18h15, disse à agência Lusa, fonte da GNR na Mealhada. Nesta autoestrada o trânsito voltou a fluir a partir das 23h00.

E segundo o capitão Flambó, a A23 foi cortada pelas 19h40 por questões de segurança, na sequência do incêndio que deflagrou quarta-feira pelas 18h14 e está a ser combatido por 660 operacionais, apoiados por 207 veículos e dez meios aéreos.

No briefing, agora diário, sobre a situação dos fogos, Patrícia Gaspar disse: “Temos até ao final do dia de amanhã todo o país em estado de alerta especial nível laranja“, afirmou ainda. A adjunta da ANPC avisa que se espera, até domingo, “um cenário todo ele muito semelhante” ao de hoje, estando previsto aumento da temperatura e vento moderado a forte em algumas regiões, sobretudo nas terras altas.

“Temos um quadrante de Leste, ou seja temos vento que vem do interior da Europa, que vem de Espanha que traz mais temperatura, que traz um ar mais seco e sobretudo que não vai permitir a habitual recuperação da humidade relativa no período noturno”, afirmou ainda, apontando para um cenário “complexo que propicia o desenvolvimento de incêndios florestais de maiores dimensões”. Apelou assim à adaptação de comportamentos a espaços florestais.

Quatro aldeias evacuadas em Abrantes

Já antes, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes tinha afirmado que quatro aldeias tinham sido evacuadas devido a um incêndio que já lavrava há cerca de 24 horas naquele concelho do distrito de Santarém, tendo as chamas consumido uma casa de primeira habitação. Maria do Céu Albuquerque adiantou ainda que o incêndio em Abrantes já se encontra dentro da cidade.

“O incêndio já está dentro da cidade e todos os meios estão a ser canalizados para esse local”, declarou Maria do Céu Albuquerque na última atualização relativa aos incêndios naquela zona, explicando que as chamas chegaram há pouco ao parque da zona industrial, o que também causa “grandes preocupações”.

Antes, Maria do Céu Albuquerque tinha dito que o incêndio “está longe de estar controlado”, tendo informado que foram evacuadas, “por precaução”, as aldeias de Medroa, Braçal, Amoreira, Pucariça, nas freguesias de Aldeia do Mato e Souto, Rio de Moinhos.

“As pessoas [destas aldeias] estão a ser dirigidas para o Regimento de Apoio Militar de Emergência” (RAME), no Quartel Militar de Abrantes, acrescentou, tendo referido ainda que as chamas já haviam alastrado às localidades de Paul, Sentieiras e Alto da Chainça, na União de Freguesias de Abrantes, e à localidade de Pucariça, na freguesia de Rio de Moinhos.

Também as populações de Aldeia do Mato e de Carreira do Mato “estão ameaçadas”, indicou a autarca, tendo referido que o vento “mudou de direção” e está “a propagar o incêndio até à freguesia de Martinchel”, ainda em Abrantes e na fronteira com o concelho de Constância.

Foi na Aldeia do Mato que as chamas consumiram uma casa de primeira habitação, tendo ficado desalojadas cinco pessoas, que se encontravam na praia fluvial. O incêndio deflagrou às 18:14 de quarta-feira na União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, no concelho de Abrantes. .

Fogo em Grândola obriga ao corte da linha ferroviária do sul

Um incêndio com duas frentes ativas no concelho de Grândola, Setúbal, obrigou ao corte às 16h38 da linha ferroviária do sul, entre Lousal e Canal Caveira, disse à agência Lusa Patrícia Gaspar, da Proteção Civil.

De acordo com a adjunta nacional de operações Proteção Civil, a linha ferroviária, que liga Lisboa ao Algarve, foi cortada às 16h38, em ambos os sentidos, nas zonas entre Lousal e Canal Caveira, ambas no concelho de Grândola, e assim continua às 18h30.

Patrícia Gaspar acrescentou tratar-se de um incêndio com duas frentes ativas, com muitas projeções, algumas de um quilómetro: “uma das frentes segue em direção à Serra de Grândola e outra na direção sul do concelho”, explicou a adjunta nacional de operações da ANPC, ressalvando que para já não há habitações em risco.

O incêndio, que deflagrou na freguesia de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, numa zona de mato, está a ser combatido por 180 operacionais, apoiados por 57 veículos e dois meios aéreos.

(notícia atualizada às 23h58)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trânsito na A23 cortado por causa dos incêndios

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião