Costa: “Se a oposição se dedicasse a fazer alguma coisa de útil, já não era mau”

  • Juliana Nogueira Santos
  • 11 Agosto 2017

Desvalorizando as críticas da oposição, António Costa visitou as populações afetadas pelos incêndios de junho para ver como estão a decorrer os trabalhos de reconstrução.

Confrontado com as críticas do PSD em relação à forma como o Governo está a retirar as conclusões dos incêndios do Centro, António Costa respondeu abertamente “se a oposição se dedicasse a fazer alguma coisa de útil, já não era mau”. O primeiro-ministro visitou as populações afetadas pelos incêndios florestais de junho e desvalorizou as críticas da oposição, que afirma não serem prioritárias.

Para o Governo a responsabilidade agora é tratar da reconstrução e revitalização do património, para que as populações “possam ter casas adequadas aos tempos de hoje” e assegurar que a região não fica “dependente do pinheiro e do eucalipto”, sendo preciso, por isso, um reordenamento do território. Em resposta aos pedidos de demissão apontados pelos partidos da oposição, o primeiro-ministro afirmou que “os problemas não se resolvem com demissões, mas com ações.

“A nossa responsabilidade com as vítimas e os familiares é assegurar que não temos este território igual ao que estava em junho”, afirmou, referindo-se às condições florestais que podem ter sido um dos principais causadores da tragédia. Os próximos passos dizem respeito à revitalização económica do território, para deixar este “apto para receber novos investimentos”.

Em relação à reconstrução de casas, António Costa afirmou que, das 214 casas de primeira habitação afetadas pelos incêndios, 119 carecem de processos de reabilitação simples, mas adiantou que há 95 que precisam de recuperação integral. “Já há 38 habitações a ser intervencionadas através do fundo REVITA, entre outras entidades”, garantiu. Das seis empresas que se candidataram aos apoios, quatro já viram o processo aprovado e duas dessas já receberam 25% do montante.

Segundo o mesmo, o fundo de solidariedade REVITA — Fundo de Apoio às Populações e à Revitalização das Áreas Afetadas pelos incêndios ocorridos em junho de 2017 — já conta com cerca de 4,7 mil euros.

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