Um ano, oito atentados por atropelamento. Centenas de mortos

  • Ana Batalha Oliveira
  • 17 Agosto 2017

O atentado desta quinta-feira, nas Ramblas em Barcelona, já é o oitavo este ano a utilizar o método de atropelamento em pouco mais de um ano. O primeiro foi em Nice em julho de 2016.

Nas celebrações do dia da Bastilha, em Nice, faleceram 85 pessoas vítimas de atropelamento. Desde então, os ataques de terrorismo que utilizaram o atropelamento como método já contam 125 vítimas. Isto já incluindo as 13 vítimas mortais do ataque desta quinta-feira em Barcelona.

Esta quinta-feira, os transeuntes de Las Ramblas foram surpreendidos pelo ataque de uma carrinha, que se precipitou sobre a multidão que se deslocava na Praça da Catalunha, um dos sítios mais turísticos de Barcelona. A polícia local confirmou, inicialmente, apenas um morto enquanto os media locais apontavam para 13. O Governo veio, entretanto, confirmar as 13 vítimas.

Este ataque com recurso a veículos que aceleram sobre multidões é mais um dos vários que têm assolado muitas cidades europeias. Desde julho de 2016, Inglaterra e França foram os países mais afetados por este tipo de terrorismo, mas a Alemanha, Suécia e agora Espanha também estão na lista dos países afetados.

Em França, Nice inaugurou o histórico no dia da Bastilha, 14 de julho. Morreram 85 pessoas atropeladas por um camião. O autodenominado Estado Islâmico reclamou a autoria o ataque. Paris foi a última ocorrência antes de Las Ramblas, no passado dia nove de agosto, mas não registou mortes e não foi classificado como terrorismo. Contudo, seis militares ficaram feridos.

Em Berlim, a 19 de dezembro de 2016, o ataque teve lugar num mercado de Natal e fez 12 mortos e 48 feridos. Mais uma vez, o Estado Islâmico assumiu-se como autor. O atacante foi abatido pela polícia quatro dias depois em Milão. Em Estocolmo, morreram quatro pessoas atropeladas no dia sete de abril em Drottninggatan, uma rua comercial. O primeiro ministro sueco declarou que “tudo indicava ser um ataque terrorista”.

Londres, a cidade mais afetada

Em 2017, foram três os atentados terroristas em Londres que resultaram em vítimas mortais por atropelamento. O primeiro foi no dia 22 de março junto ao parlamento britânico. Khalid Masood, de 52 anos, foi o autor do ataque que causou a morte a quatro pessoas, três transeuntes, que morreram atropelados na ponte de Westminster e um agente da polícia, o qual esfaqueou. No total, 50 pessoas ficaram feridas e 31 precisaram de assistência médica.

Mais recentemente, no dia 3 de junho, uma carrinha sobre várias pessoas na Ponte de Londres e dirigiram-se depois ao Borough Market, ferindo 48 pessoas e matando sete. Os três atacantes foram abatidos pela polícia, que confirmou que se tratou de um ataque terrorista.

Pouco tempo depois, no dia 19 do mesmo mês, Londres contou mais um morto e oito feridos em resultado de um atropelamento junto à mesquita de Finsbury Park. As vítimas regressavam de rituais do Ramadão durante a madrugada. Foram atacadas por Darren Osorne, um cidadão inglês de 47 anos.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Um ano, oito atentados por atropelamento. Centenas de mortos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião