Forte subida do petróleo trava perdas em Wall Street

  • Rita Atalaia
  • 18 Agosto 2017

Foi mais um dia de perdas para as principais praças norte-americanas. Uma queda que só não foi mais expressiva devido à subida de mais de 3% do petróleo nos mercados internacionais.

As bolsas norte-americanas voltaram a encerrar no vermelho. Wall Street recuou depois de um ataque terrorista em Barcelona ter tirado a vida a 14 pessoas e provocado mais de 100 feridos. Os investidores acabam por procurar ativos de refúgio, como é o caso das obrigações e do ouro, colocando os índices sob pressão. Mas a queda acabou por ser travada pelos preços do petróleo, que subiram mais de 3% nos mercados internacionais.

O Dow Jones encerrou a cair 0,36% para 21.672,78 pontos. Já o S&P 500 cedeu 0,18% para 2.425,54 pontos. Nem o tecnológico Nasdaq conseguiu escapar a esta tendência negativo, recuando 0,09% para 6.216,53 pontos. Estas perdas podiam ter sido mais acentuadas caso as cotações do petróleo não tivessem brilhado durante a sessão. O Brent, negociado em Londres, sobe 3,55% para 52,84 dólares, enquanto o WTI, negociado em Nova Iorque, avança 3,27% para 48,63 dólares.

“Numa semana que arrancou com os receios em torno de uma guerra nuclear, os mercados rapidamente esqueceram isto”, afirma Jim Reid, estratega do Deutsche Bank, numa nota aos clientes citada pela Reuters. O estratega explica que a sessão de quinta-feira foi dominada pelos receios em torno da estratégia de Donald Trump para a economia e pelo “terrível ataque terrorista em Barcelona”.

Na quinta-feira, uma carrinha banca atropelou centenas de pessoas na Rambla de Barcelona, uma das zonas mais movimentadas da cidade. A polícia catalã confirmou que se tratou de um atentado terrorista e o Daesh reivindicou entretanto o ataque que resultou na morte de 14 pessoas, segundo o último balanço. Há ainda mais de uma centena de feridos.

A marcar o dia esteve também a demissão de Steve Bannon, o arquiteto da vitória de Donald Trump nas presidenciais dos EUA. Esta sexta-feira, 18 de agosto, foi o último dia de trabalho do principal conselheiro estratégico do presidente norte-americano que foi despedido pelo magnata.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Forte subida do petróleo trava perdas em Wall Street

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião