Fiat solta duas peças: Maserati e Alfa Romeo na bolsa

  • Ana Batalha Oliveira
  • 23 Agosto 2017

O grupo Fiat Chrysler quer captar investidores para acelerar as contas. Quer conquistá-los em bolsa com duas das marcas mais sonantes: a Alfa Romeo e a Maserati.

Poucos dias depois de ter conquistado o interesse da fabricante automóvel chinesa Great Wall, o grupo Fiat Chrysler faz-se à estrada rumo a novos investidores. As marcas de luxo Alfa Romeo e Maserati abrem o caminho com uma possível entrada em bolsa.

A hipótese de entrada em bolsa pretende tornar o grupo Fiat Chrysler “mais atrativo para uma associação com um concorrente”, avança a Bloomberg. Os analistas estimam que as fabricantes de automóveis de luxo da Fiat atinjam uma valoração de cerca de sete mil milhões de euros caso estes planos se concretizem. A decisão deverá ser tomada até ao início de 2018.

Esta cisão significaria um reposicionamento do grupo Fiat, que passaria a focar-se em modelos para as massas. Também a Ferrari optou recentemente por apostar na produção de veículos utilitários, alargando o público de igual forma. Contudo, ainda existem várias opções em consideração, incluindo o lançamento em bolsa das unidades de produção de componentes como a Magneti Marelli.

As várias soluções vêm responder a dificuldades em ultrapassar os concorrentes. Segundo a Goldman Sachs, os vários braços do grupo Fiat valem o dobro em separado — 50 mil milhões de euros — em comparação aos 24,5 mil milhões de euros que o grupo vale atualmente.

Nos últimos dias, a Fiat Chrysler beneficiou das intenções de compra manifestadas pela fabricante automóvel chinesa Great Wall. O interesse recaía sobretudo sobre a Jeep, uma vez que a marca chinesa ambiciona tornar-se líder no fabrico de SUVs, mas mostrou-se disposta a adquirir todo o grupo. Apesar da Fiat negar ter recebido qualquer proposta, seguiu a valorizar 5% à data do anúncio, com as ações a negociar nos 11,08 euros.

Já no início do ano foi manifestada abertura da Volkswagen para adquirir a Fiat Chrysler. A fabricante alemã mostrou-se relutante de início, mas a fusão entre a Peugeot e a Opel terá sido um incentivo para analisar esta hipótese. Até agora não existe decisão mas os movimentos da Fiat poderão vir a influenciar também o apetite da gigante alemã.

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