Elisa Ferreira e Máximo dos Santos já têm “ok” do Governo

  • Lusa
  • 24 Agosto 2017

Elisa Ferreira e Luís Máximo dos Santos foram oficializados vice-presidentes do Banco de Portugal. Luís Laginha de Sousa e Ana Paula Serra são os novos administradores.

O Governo oficializou esta quinta-feira as nomeações de Elisa Ferreira e Luís Máximo dos Santos para o cargo de vice-governadores do Banco de Portugal (BdP), e de Luís Laginha de Sousa e Ana Paula Serra para administradores do banco central. Os responsáveis, que receberam ‘luz verde’ após as suas audições parlamentares há cerca de dois meses, vão assumir os cargos a partir de 4 de setembro de 2017, especifica o comunicado do Conselho de Ministros.

Em junho, quando esteve no parlamento, Elisa Ferreira, responsável pela supervisão bancária no BdP, realçou que durante o último ano houve um reforço do sistema bancário, nomeadamente em entidades como a CGD, BCP e BPI, faltando vender o Novo Banco e estabilizar o Montepio. “Falta estabilizar um banco, que não é sistémico, mas é prioritário, que é a Caixa Económica Montepio Geral“, afirmou Elisa Ferreira durante a audição no parlamento no âmbito da sua promoção a vice-governadora do banco central português. A responsável também sublinhou que “falta terminar a venda” do Novo Banco, mostrando-se confiante na conclusão do processo.

"Falta estabilizar um banco, que não é sistémico, mas é prioritário, que é a Caixa Económica Montepio Geral”

Elisa Ferreira, recém-eleita vice-presidente do Banco de Portugal

De resto, Elisa Ferreira disse aos deputados que integram a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) que, atualmente, “a grande diferença entre a banca portuguesa e a banca europeia são os ativos não produtivos [NPL]“, que levam à necessidade de reconhecimento de elevadas imparidades, o que explica a diferença de rentabilidade face aos congéneres europeus.

Por seu turno, Máximo dos Santos afirmou aos deputados que há melhorias ao nível do sistema financeiro português, sublinhando, contudo, que ainda há questões em aberto, como é o caso do impacto da venda do Novo Banco sobre o Fundo de Resolução.

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