Assunção Cristas quer tarifas sociais e elétrico rápido de Alcântara à Praça de Espanha

  • Lusa
  • 30 Agosto 2017

A candidata do CDS à Câmara lisboeta apresentou esta quarta-feira as medidas para a mobilidade do programa eleitoral da coligação "Pela Nossa Lisboa", que incluem tarifas sociais nos transportes.

A candidata do CDS à Câmara lisboeta propõe baixar o preço dos transportes em horas de menor procura, “faixas Bus de elevada velocidade”, “semáforos inteligentes” adaptados ao tráfego e admite um elétrico rápido de Alcântara à Praça de Espanha.

As medidas para a mobilidade do programa eleitoral da coligação “Pela Nossa Lisboa” (CDS/MPT/PPM), encabeçada por Assunção Cristas, apresentado esta quarta-feira em Lisboa, incluem a já anunciada defesa da expansão da rede de Metro e a modernização da Carris e acrescenta-lhe a “análise da viabilidade económica para a criação de uma linha de elétrico rápido na primeira circular, com início no ponto intermodal de Alcântara até à Praça de Espanha”.

As propostas constam do programa designado “Visão para a nossa Lisboa”, distribuído por mais de 100 páginas medidas em cinco áreas: mobilidade e sustentabilidade urbanas, políticas sociais, economia e emprego, cultura e segurança.

Na área da economia e emprego destacam-se a criação do ‘cluster’ da economia azul “para os municípios nas margens do Tejo”, com a Câmara de Lisboa a criar uma “via azul” para “todos os aspetos relacionados com licenciamentos, estudos de viabilidade, esclarecimentos e temas administrativos de atividades ligadas à economia azul” e uma “cidade do mar”, “juntando conhecimento e empresas no mesmo espaço”.

Transportes e habitação como focos principais

Ainda na área da mobilidade, Assunção Cristas defende um “sistema de semáforos inteligente”, que seja “variável ao longo do dia e em função do congestionamento das vias”, a “redução do preço dos transportes nas horas de reduzida procura”, bem como a criação de “corredores multiusos”.

Estes corredores passam pela “utilização de determinadas faixas Bus por parte de veículos privados que transportem pelo menos dois passageiros adultos”, ou seja, “pelo menos três pessoas por automóvel”, para “incrementar o conceito de veículos partilhados”.

O programa defende tarifas sociais de transportes com descontos até 50% para “famílias de reduzidos recursos, idosos e desempregados, bem como passes escolares com descontos até 60%” para “alunos de famílias de menores recursos e beneficiários da ação social escolar”.

A expansão do Metro, com 20 novas estações até 2030, consta do programa, assim como mais benefícios para quem tenha dístico de residente da EMEL, que passam pela isenção de pagamento noutra área da cidade à escolha, além da residência, gratuitidade dos primeiros 20 minutos por dia em qualquer ponto da cidade e 50% de desconto em todas as tarifas.

Na habitação, Assunção Cristas propõe “quotas mínimas para habitação para jovens/classe média na reabilitação dos edifícios da Colina de Santana” e, nos terrenos da antiga Feira Popular, a disponibilização de mil apartamentos para arrendamento 30 a 50% abaixo dos preços de mercado, uma medida que já tinha sido defendida pela candidata. Na habitação social, é reiterado o compromisso de atribuição das 1600 casas que a candidatura estima estejam fechadas nos bairros municipais.

Assunção Cristas defende que se deve “considerar a dimensão do agregado familiar para efeitos dos impostos e taxas municipais” e quer em “todas as políticas municipais – habitação, mobilidade, eficiência de recursos – uma abordagem específica que crie benefícios para as famílias com filhos”. “Por exemplo: estudar a possibilidade de um passe familiar na Carris, introduzir quotas de tipologias maiores (T3 e T4) para habitação nova ou reabilitação”, avança.

A candidata da coligação “Pela Nossa Lisboa” defende um “simplex fiscal”, para “simplificar, eliminar e fundir taxas” e compromete-se, até 2022, com uma redução para metade dos regulamentos municipais, além da eliminação da taxa de proteção civil, já anunciada.

Arte e segurança no espaço público

Árvores no Terreiro do Paço e mais casas de banho públicas são algumas das propostas para o espaço público, cuja segurança deverá ser reforçada com “vídeo proteção”, mais policiamento de bairro e proximidade e colocação de barreiras contra ataques terroristas com veículos.

O programa inclui medidas para a inserção das pessoas sem-abrigo, com um plano local de saúde mental, saúde oral gratuita, criação de residências assistidas e da “figura apoio interpares”, que é preconizada também para o combate às dependências.

Assunção Cristas defende que as “casas de função” de Monsanto passem a albergar residências artísticas, propõe a realização de uma bienal de arte pública, a atribuição de bolsas a artistas estrangeiros, a criação da Casa dos Descobrimentos e a congregação do “bairro cultural de Belém”, uma ideia já avançada pelo antigo presidente do Centro Cultural de Belém António Lamas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Assunção Cristas quer tarifas sociais e elétrico rápido de Alcântara à Praça de Espanha

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião