Sem extraordinários, lucros da Mota-Engil afundam

A construtora registou lucros de cinco milhões de euros na primeira metade do ano. As receitas cresceram, enquanto a carteira de encomendas ascendeu a 4,9 mil milhões de euros.

A Mota-Engil fechou o primeiro semestre com lucros de cinco milhões de euros, um resultado que representa uma forte quebra face ao período homólogo explicada pela ausência de efeitos extraordinários que tiveram um impacto positivo no ano passado. As receitas cresceram, enquanto a carteira de encomendas ascende a 4,9 mil milhões de euros.

Os cinco milhões de euros registados no primeiro semestre do ano comparam com os 72 milhões registados no arranque do ano passado, altura em que a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins registou ganhos extraordinários de 77 milhões com a venda da Tertir, mas também da Indáqua.

Esta quebra nos lucros já era antecipada pelos analistas, sendo que mesmo assim a construtora conseguiu bater as expectativas tanto em termos de resultados líquidos como do EBITDA e das receitas. Os resultados antes de impostos cresceram 25% para 186 milhões de euros, isto numa altura em que as receitas subiram 15% para 1.196 milhões de euros. A margem de EBITDA aumentou 16%.

De acordo com o comunicado enviado pela Mota-Engil à CMVM, a carteira de encomendas registou um aumento de 450 milhões face a dezembro de 2016, atingindo os 4,9 mil milhões de euros. Parte do aumento tem origem no mercado nacional. A empresa aponta para um acréscimo de 130 milhões de euros em Portugal fruto do crescimento do investimento privado.

(Notícia atualizada 7h40 com mais informação sobre os resultados)

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