Ameaça coreana pinta Lisboa de vermelho. BCP cai 1,55%

A bolsa de Lisboa está a derrapar na sequência de mais um teste balístico da Coreia do Norte, o mais poderoso desde que há registo. BCP derrapa e Europa não vê ganhos esta segunda-feira.

As ondas de choque de mais um teste balístico da Coreia do Norte chegaram esta segunda-feira às bolsas. Terá sido o maior teste do regime de Kim Jong-Un, cujo tremor de terra que provocou foi mesmo sentido na vizinha Coreia do Sul. Um tremor que também estará a abalar os mercados.

Enquanto o Stoxx 600 caía 0,59%, a bolsa de Lisboa recuava 0,48% com esta notícia. A pressionar a bolsa estava, sobretudo, o BCP, com uma queda de 1,55% para 0,2230 euros por ação. Destaque negativo também para a Galp Energia, EDP, EDP Renováveis e Jerónimo Martins e CTT, todas perdas entre 0,15% e 0,71%.

De todas as cotadas, apenas a Ibersol registava ganhos de 3,91%, depois de ter reportado, na semana passada, um lucro de 9,7 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.

A ameaça da Coreia do Norte, que garante ter testado uma bomba termonuclear (bem mais poderosa do que as bombas de Hiroxima e Nagasaki), foi recebida com estrondo na Casa Branca. O Presidente Donald Trump ameaçou com novas sanções económicas, que se poderão estender a qualquer país que mantenha relações com o regime e Kim Jong-Un.

A escalada das tensões geopolíticas é um tema que deverá voltar a condicionar os mercados bolsitas esta semana, face às preocupações de que uma eventual guerra nuclear poderá estar iminente. O ouro, o ativo de refúgio por excelência, subia quase 1% para mais de 1.338 dólares a onça.

“Se a Coreia do Norte aumenta as provocações para protestar contra as sanções e a pressão da comunidade internacional, as tensões na Península da Coreia poderão escalar para um nível diferente dos anteriores. Ainda assim, a possibilidade de um incidente militar é baixa”, disse Chang Jaechul, economista chefe da KB Securities Co.

(Notícia atualizada às 9h com mais informações)

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