Governo quer pagar mil milhões extra ao FMI antecipadamente

  • ECO
  • 5 Setembro 2017

O objetivo é ter cerca de 7,4 mil milhões em almofada financeira no final do ano, para poder aumentar os pagamentos antecipados que fará ao FMI no próximo ano.

O Orçamento do Estado para 2018 vai antecipar um pagamento adiantado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda mais alto do que o previsto — especificamente, mil milhões mais alto, devido a um maior valor em caixa no final do ano do que o que tinha sido inicialmente antecipado, escreve esta terça-feira o DN/Dinheiro Vivo.

A maior almofada financeira, que deverá chegar aos 7,4 mil milhões de euros em depósitos no final do ano, permitirá que o Orçamento do Estado para 2018 pague a mais ao Fundo Monetário Internacional, segundo a agência que gere a dívida portuguesa, o IGCP.

O Governo prevê assim, amortizar cinco mil milhões de euros à dívida do FMI, mais mil milhões do que o previsto. Estas antecipações dos pagamentos da dívida à organização internacional devem-se, em parte, aos juros mais altos praticados pelo FMI, comparativamente aos dos outros credores de Portugal no programa de ajustamento financeiro, as autoridades europeias.

Portugal já fez todos os reembolsos previstos para 2017, incluindo um último em agosto no valor de 795 milhões de euros. Os números do ICGP mostram que “a percentagem paga do empréstimo total inicial do FMI subiu para 63%”. O secretário de Estado adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, explicou ao DN/Dinheiro Vivo que a ideia é “prosseguir com esta estratégia”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo quer pagar mil milhões extra ao FMI antecipadamente

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião