Schaeuble: Não há “almoços grátis” nas negociações do Brexit

O ministro das Finanças alemão diz que a decisão de saída do Reino Unido da UE foi errada, mas que o objetivo agora é limitar ao máximo os danos para ambas as partes.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, diz que “não há almoços grátis” nas negociações do Brexit e que os decisores políticos do Reino Unido já estão a tomar consciência do divórcio com a União Europeia.

“O Brexit foi uma decisão que consideramos que foi errada em todos os ângulos“, afirmou Schaeuble numa conferência que decorreu esta quarta-feira em Frankfurt. “Mas os britânicos fizeram-no e agora temos de tentar encontrar soluções que permitam limitar, tanto quanto possível, os danos para ambas as partes”, acrescentou o governante germânico em declarações citadas pela Bloomberg.

Os comentários de Schaeuble são o mais recente alerta por parte de líderes europeus após uma ronda de negociações em torno do Brexit que decorreu em Bruxelas no final da semana passada e que terminou com um impasse relativamente à fatura do divórcio. Sabine Weyand, uma das responsáveis da União Europeia pelas negociações para o Brexit, revelou às autoridades alemãs já nesta semana o seu ceticismo relativamente à possibilidade de um acordo comercial pós-Brexit poder arrancar em outubro.

“Existe, penso eu, o início de uma linha de aprendizagem no Reino Unido”, disse Schaueble. “Não devemos prejudicar a curva de aprendizagem do Reino Unido com provocação, mas devemos fomentá-la com uma posição clara e robusta, juntamente com uma vontade de negociar”, complementou.

O responsável pela pasta das Finanças da Alemanha referiu-se ainda que Michel Barnier, o chefe das negociações do lado da União Europeia para o Brexit, as está a levar a cabo “muito apropriadamente”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Schaeuble: Não há “almoços grátis” nas negociações do Brexit

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião