Juros a dez anos de Portugal abaixo dos 2,75%

No dia em que o BCE afirmou continuar preparado para manter o programa de estímulos, caso seja necessário, os juros da dívida dos países do euro recuam. A taxa a dez anos de Portugal baixou dos 2,75%.

Quando se aguardava que Mario Draghi pudesse sinalizar que os estímulos vão acabar, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) decidiu adiar o anúncio. E mantém-se disponível até para prolongar as compras de dívida soberana, o que está a fazer cair os juros. A taxa a dez anos de Portugal está já abaixo dos 2,75%.

Em Sintra, o presidente do BCE já tinha sinalizado que poderia estar perto o início da retirada gradual dos estímulos, ainda que a taxa de inflação continue aquém da meta. “A ameaça de deflação já não existe e as forças reflacionárias [impulso dos preços por via de políticas orçamentais] estão em jogo”, disse. Foi esta a parte do discurso que levou os investidores a acreditarem que o BCE poderia começar a retirar os estímulos mais cedo que o previsto.

Mas depois de evitar o tema em Jackson Hole, na rentrée, Draghi veio afirmar que o programa de compra de dívida este deverá manter-se até ao final do próximo ano. E disse mesmo que não descarta a possibilidade de vir a prolongar o programa de estímulos no tempo e em dimensão.

“Se as perspetivas passarem a ser menos favoráveis ou se as condições financeiras deixarem de ser consistentes com uma evolução no sentido de um ajustamento sustentado da trajetória de inflação, o Conselho do BCE está preparado para aumentar o volume e/ou a duração do programa”, de acordo com o BCE.

Declarações que estão a fazer mexer com o mercado de dívida. Os juros das obrigações dos países do euro estão em queda, com as taxas de Portugal a serem das mais beneficiadas. Assiste-se a quedas em todos os prazos, sendo mais expressivas nas maturidades mais longas, com a yield a dez anos a ceder dez pontos base para os 2,744%. Está perto do mínimo de duas semanas, que é o nível mais baixo desde meados de 2016.

Os juros da dívida da Alemanha também estão em queda, com a taxa a ceder 4,1 pontos para 0,306%. Perante esta evolução, e tendo em conta que a queda é mais acentuada no caso dos juros da dívida nacional, o prémio de risco de Portugal está a cair. O diferencial entre taxas está nos 239 pontos base.

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