BCP afunda 5%. Já vale menos de três mil milhões em bolsa

O banco liderado por Nuno Amado continua a perder valor. Desde o último máximo, o valor de mercado encolheu já em mais de mil milhões de euros.

Lembra-se da “linha da vida” de Paulo Teixeira Pinto? Eram 10.000.000.000 de euros. Há muito que o Banco Comercial Português (BCP) está bastante aquém desse patamar, sendo que acabou de baixar mais uma fasquia, após uma série de quedas consecutivas. Os títulos, que já caem mais de 20% desde os máximos de julho, estão abaixo dos 19 cêntimos, levando a capitalização para menos de três mil milhões de euros.

BCP afunda quase 30% desde máximos

Os títulos do banco têm vindo a ceder dia após dia (com a liquidez a disparar). Baixaram dos 20 cêntimos durante esta semana, chegando aos 18,55 cêntimos nesta última sessão, após uma queda de mais de 7% — seguem a perder 5,26% para 18,90 cêntimos. Estão a negociar no valor mais baixo desde o final de abril, sendo que a queda acumulada desde máximos vai já em 28,7%, atirando o banco para “bear market”.

Correção face à escalada no arranque do ano, contexto de juros baixos do BCE, mas também receios de que o banco gaste muito dinheiro com a compra de ativos do banco polaco do Deutsche Bank, explicam uma queda acentuada que retirou mais de mil milhões de euros ao valor de mercado do banco liderado por Nuno Amado. A fatura, neste curto período de tempo, ascende já a 1.130 milhões de euros.

Perante esta perda de valor, a capitalização bolsista do BCP está, agora, em 2.803 milhões de euros. O BCP continua a ser um dos “gigantes” da praça portuguesa, estando em risco a quinta posição no “ranking”. EDP, Galp, Jerónimo e EDP Renováveis são as maiores capitalizações, sendo que com estas quedas sucessivas, o BCP fica a “lutar” com a Nos. A empresa liderada por Miguel Almeida está avaliada em 2.740 milhões de euros.

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