Catarina Martins: “Lisboetas decidirão se querem uma geringonça autárquica”

  • ECO
  • 8 Setembro 2017

Catarina Martins admite "convergência política" com Fernando Medina e repetir em Lisboa o modelo de governação que existe no Estado central. "Geringonça autárquica" depende do resultado do Bloco.

Para a líder do Bloco de Esquerda a possibilidade se formar uma “geringonça autárquica” está nas mãos dos lisboetas. Em entrevista ao jornal Expresso (acesso pago), Catarina Martins sublinha que cabe aos lisboetas dar expressão eleitoral ao Bloco para que possa repetir a nível municipal o que já existe no Estado Central, mas admite “convergência política” com Fernando Medina, o presidente da Câmara de Lisboa e candidato do PS à capital.

“Os lisboetas é que vão decidir se querem uma geringonça autárquica e a força que dão aos vários programas que têm em cima da mesa”, disse a líder do Bloco. “Se o Bloco de Esquerda tiver força em, Lisboa para determinar linhas essenciais de programa, nomeadamente em torno da habitação e dos transportes, estou certa que haverá uma solução de governo da cidade bem melhor do que a que tem existido“, acrescentou a responsável.

Numa entrevista que vai ser publicada na íntegra este fim de semana, Catarina Martins admite que um “bom resultado” parta o Bloco “será eleger um vereador” em Lisboa, isto porque o partido nunca elegeu nenhum. Mas se Lisboa e Porto são os principais focos do partido, Catarina Martins gostaria de ver aumentada a representação autárquica do Bloco até porque há autarquias onde está a ser apresentado um candidato bloquista pela primeira vez.

Outro dos temas da entrevista é a Autoeuropa. Questionada sobre se o conflito numa das maiores exportadoras nacionais é revelador de alguma tensão entre o Bloco e o PCP, Catarina Martins diz que não vê as coisas assim. “Não podem os sindicatos considera importante que os trabalhadores de uma empresa possam dizer sim ou não a um acordo? Nós respeitamos as decisões dos trabalhadores, sejam ou não militantes do Bloco”, disse.

 

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