Patrões querem participar na plataforma para o malparado

  • ECO
  • 15 Setembro 2017

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal quer que as empresas estejam representadas na plataforma de gestão comum de créditos malparados.

António Saraiva quer que as empresas participem na solução encontrada pelo Executivo de António Costa para os empréstimos em incumprimento. Para o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, a estrutura da plataforma para o malparado, que avança em 2018, deve ser uma oportunidade para “salvar” as empresas e não apenas para limpar os balanços dos bancos. O pedido já foi enviado para o primeiro-ministro.

“As empresas exigem estar na estrutura de missão do crédito malparado”, afirma o presidente da CIF ao Jornal Económico (acesso pago), referindo-se à plataforma para o malparado criada pelo Governo com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, Novo Banco e BCP. António Saraiva afirma que quer fazer parte da equipa de José Correia, que é, segundo avançou o ECO, o gestor executivo da plataforma, mas também de Esmeralda Dourado, para não resolver apenas os balanços das instituições financeiras, mas também para que haja a oportunidade de “salvar empresas”.

Os três bancos com os níveis mais elevados de malparado já chegaram a acordo para criarem uma nova plataforma de gestão do crédito malparado, o chamados Non Performing Loan (NPL). O secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, disse que “são os bancos que estão a tratar” de operacionalizar esta solução e que “o Governo acompanha de perto, tal como o Banco de Portugal”.

O banco de fomento ficará fora desta plataforma e, a entrar, será depois, quando se colocar a venda destes créditos, em concorrência ou em alinhamento com os fundos de privat equity privados, e apenas para as empresas consideradas viáveis, apurou o ECO junto de diversas fontes envolvidas neste processo.

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Patrões querem participar na plataforma para o malparado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião