Petróleo a caminho do terceiro melhor trimestre dos últimos 13 anos

  • ECO
  • 20 Setembro 2017

O preço do petróleo abriu o dia a valorizar, a caminho do terceiro melhor trimestre dos últimos 13 anos. A diminuição das reservas dos EUA e os cortes na produção estão na causa desta subida.

O petróleo está a subir esta quarta-feira, a caminho do terceiro melhor trimestre dos últimos 13 anos. A diminuição das reservas de petróleo nos Estados Unidos e o aumento da procura pela matéria-prima estão na causa desta escalada, avança a Bloomberg.

Na passada terça-feira, o ministro iraquiano do petróleo, Jabar al-Luaibi, disse que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus parceiros estavam a considerar prolongar e, talvez aumentar, os cortes na produção do petróleo. Um dia depois, a matéria-prima acordou a subir, a caminho do terceiro melhor trimestre desde 2004.

A somar a isto, esta subida do preço do petróleo acontece numa altura em que as refinarias norte-americanas retomam a sua atividade, depois dos estragos causados pela passagem do furacão Harvey. Ao mesmo tempo, a procura pela matéria-prima aumenta e, consequentemente, os preços também.

Em Londres, o barril de Brent valoriza 1,20% para os 55,80 dólares e nos Estados Unidos, o WTI sobe 1,21% para se fixar nos 50,08 dólares. Na semana passada, as reservas de petróleo aumentaram para 1,44 milhões de barris, de acordo com o relatório do Instituto Americano do Petróleo. As estimativas eram para um aumento muito superior: 3,9 milhões de barris, o que sinaliza um travão no excesso de petróleo.

Barril do Brent acima dos 55 dólares

A OPEP e os seus membros, incluindo a Rússia, concordaram em reduzir a produção de petróleo em cerca de 1,8 milhões de barris por dia, até março de 2018. Alguns dos produtores da matéria-prima defendem que esses cortes devem ser estendidos por mais três ou quatro meses, enquanto outros lutam pela sua extensão até ao final de 2018. O Iraque, o segundo maior produtor do mundo, defende que a produção deve ser reduzida em 1% para ajudar a reequilibrar o mercado.

"Se a tendência se mantiver, podemos esperar novos máximos até o final do ano.”

ANZ Research

“Uma melhoria do cenário macroeconómico deverá estimular a procura por petróleo nos próximos dois trimestres e, se a OPEP reforçar os cortes de produção, os preços da matéria-prima poderão subir ainda mais“, diz a ANZ Research, numa nota de investimento citada pela Bloomberg.

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