Bancos poderão ter direitos de preferência na compra de ativos do Novo Banco

  • ECO
  • 25 Setembro 2017

Os bancos pediram ao Banco de Portugal preferência sobre a compra de ativos problemáticos do Novo Banco. O objetivo é minimizarem as suas perdas no Fundo de resolução.

Os bancos portugueses poderão ficar com direito de preferência na compra dos ativos problemáticos do Novo Banco. A proposta apresentada pela banca ao Banco de Portugal, segundo avança o Jornal de Negócios (acesso pago) terá sido bem recebida pela entidade liderada por Carlos Costa apesar de ainda não haver uma decisão tomada.

De acordo com o jornal, a proposta foi discutida em contactos estabelecidos entre a Associação Portuguesa de Bancos (APB) e o Banco de Portugal sobre a venda do Novo Banco à Lone Star e o mecanismo de capital contingente destinado a cobrir as perdas resultantes dos ativos problemáticos que pode obrigar o Fundo de Resolução a injetar até 3.890 milhões de euros na instituição.

A ideia será os bancos ficarem com direito de preferência na compra dos ativos do Novo Banco que estão abrangidos pelo mecanismo de capital contingente. Por imposição de Bruxelas, 75% desta carteira tem de ser alienada num prazo de cinco anos. Tendo em conta que os bancos vão ter de assumir as perdas geradas por esses ativos, pela via da sua participação no Fundo de Resolução, estes querem ter prioridade numa eventual compra desse património.

Consoante o valor a que conseguissem alienar esses ativos, esta seria uma forma de os bancos conseguirem minimizarem as suas perdas associadas à sua participação no Fundo de resolução. De salientar que os bancos, em particular o BCP, têm criticado este sistema de proteção de ativos por implicar um aumento das responsabilidades do Fundo de Resolução que o sistema bancário vai ter de financiar ao longo das próximas décadas.

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