Cabify quer alterações no acesso ao aeroporto de Lisboa

  • Lusa
  • 27 Setembro 2017

Serviço de aluguer de transporte pretende duplicar número de viaturas, depois de quase um ano a operar em Portugal. Diretor regional da Cabify aconselha taxista a inovar e a melhorar.

O diretor regional para a Europa da Cabify, Mariano Silveyra, disse à Lusa que a plataforma digital de aluguer de transporte pretende aumentar a oferta em Portugal e defendeu que o acesso ao aeroporto de Lisboa devia mudar.

Escusando-se a pormenorizar o número de viaturas, em entrevista à agência Lusa, Mariano Silveyra adiantou o objetivo de, “pelo menos, duplicar” a oferta.

Fazendo um balanço positivo da operação em Portugal, que soma cerca de um ano, o responsável referiu que na “praça difícil” do aeroporto a situação poderia melhorar.

“O setor tradicional de táxi vai tentar defender e manter a situação de monopólio. A nível de plataformas há restrições e só se pode aceder através de estacionamento particular, que é pago, e que não tem muito sentido”, criticou.

A empresa foi criada em Espanha há cerca de seis anos e nesta altura quer crescer em vários segmentos, pelo que “se pensa em produtos novos e em potenciar outros, como o ‘corporate’, que é dirigido para empresas e turistas”.

“Preocupamo-nos com a mobilidade enquanto conceito geral”, sublinhou o responsável à Lusa, referindo estarem a ser estudadas outras alternativas de mobilidade através da “inovação e tecnologia”.

Afirmando que se trata de um negócio de “máxima eficiência”, Silveyra acrescentou a importância da relação com o utilizador.

Isto, num momento em que decorre uma “etapa de relançamento para corrigir algumas distorções, por haver demasiada dispersão, demasiada cobertura geográfica” e que impedia a imediatez do serviço.

“A ideia é crescer e saturar para poder gerar essa sensação de imediatez e qualidade do serviço”, explicou.

A aposta é num crescimento mais rápido do que “nos últimos seis ou oito meses, mas com uma estratégia diferenciada de crescer do centro para fora”.

Questionado sobre regulamentações da atividade, o espanhol notou que o seu país de origem é um dos “mais restritivos onde a Cabify opera, o que é um pouco desconcertante porque a empresa nasceu na Europa e foi fundada em Espanha e é uma ‘startup’ com êxito”.

“Em sentido contrário, Portugal tem uma visão mais aberta e inovadora”, garantiu.

Sobre a relação com taxistas, que têm criticado as plataformas, o responsável garantiu que estes condutores “são extremamente necessários neste novo modelo de mobilidade”, mas precisam de “se reconverter, melhorar e inovar mais do que nos últimos 70 anos”.

Novidades da operação devem surgir a meio de outubro ou novembro, mas o responsável já adiantou que querem avançar com propostas para garantir condições de estabilidade para os trabalhadores.

“Em Espanha há três mil famílias que vivem da Cabify e 90% estão satisfeitos”, disse Mariano Silveyra, recordando que a tecnologia permite que a atividade seja “100% transparente em horas, pagamentos, rendimentos”.

Para o responsável, qualquer legislação deve ter o utilizador no centro e assim abrir o caminho para que operadores ofereçam alternativas e bons serviços.

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