Trump diminui impostos para os mais ricos… e para as empresas

  • ECO
  • 27 Setembro 2017

Depois de falhar na substituição do Obamacare, a prioridade de Donald Trump passa a ser a reforma fiscal que prometeu na campanha. Esta quarta-feira divulga os pormenores.

O presidente dos Estados Unidos deverá anunciar esta quarta-feira quais são os seus planos para a reforma fiscal. Segundo a imprensa norte-americana, a ideia é apresentar a reforma como um “grande corte de impostos” para os norte-americanos. Contudo, as medidas avançadas até ao momento passam por diminuir a carga fiscal aos contribuintes com mais rendimentos e às empresas, agravando-a nos contribuintes com menos rendimentos.

De acordo com o site Axios, medida passa por aumentar o imposto de 10% para 12% para os contribuintes com menos rendimentos e diminuir a taxa mais alta do imposto de 39,6% para 35% nos contribuintes com mais rendimentos. Quanto às empresas, o IRC pode cair dos atuais 35% para os 20%a ideia inicial era de 15%. Além disso, os dividendos dos acionistas serão menos taxados: os atuais 39,6% vão passar para 25%, avança a Bloomberg.

Já a Reuters avança que o presidente mostrou interesse em conseguir uma reforma bipartidária, ou seja, de conseguir o apoio do Partido Democrata. Esta seria uma forma de conseguir garantir uma vitória legislativa, depois de ter falhado na substituição do Obamacare.

A reforma fiscal foi desenvolvida durante os últimos seis meses entre a Casa Branca e os congressistas republicanos, excluindo a participação dos democratas. Segundo a agência de notícias, Trump terá dito que a reforma fiscal será “uma grande diminuição de impostos” para a classe média e que seria melhor ter o apoio dos democratas nesta mudança.

O sistema fiscal norte-americano não sofreu nenhuma reforma profunda desde 1986, altura em que a presidência era ocupada pelo republicano Ronald Reagan. Esta reforma de Donald Trump tem, no entanto, ainda uma falha: não se sabe como é que a Casa Branca pretende compensar a esperada queda da receita fiscal nos próximos anos de forma a ter Orçamentos de Estado equilibrados.

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