Cabify dá boleia até às autárquicas. Oferece 3.000 viagens até oito euros

  • ECO
  • 28 Setembro 2017

Não vai votar porque não tem como se deslocar ao seu local de voto? A Cabify tem a solução para a sua desculpa. Numa campanha de marketing, vai oferecer o valor total da viagem a três mil eleitores.

A abstenção faz parte de qualquer eleição. E tende a ser elevada em alguns atos eleitorais, como as autárquicas, com muitos eleitores a encontrarem “desculpas” para fazerem gazeta ao voto. Uma delas é o transporte. Para dar uma ajuda, a Cabify, numa campanha de marketing, está a oferecer 3.000 viagens gratuitas até 8,00 euros nas cidades de Lisboa e do Porto.

Desde as eleições autárquicas de 1972 que o país tem vindo a registar uma tendência geral de subida da taxa de abstenção. Dados apresentados pelo portal Pordata, mostram que no final da década de 70 a percentagem de abstenção encontrava-se nos 26,9%, e da última vez que os portugueses foram chamados a votar pelos seus representantes locais, 47,4% dos eleitores recenseados não compareceu nos locais de voto.

Fonte: Pordata

Para tentar travar estes números, mas também como parte de uma ação de autopromoção, uma das empresas de serviço de transporte, a Cabify, avançou com uma campanha em que oferece aos eleitores que utilizem a aplicação para irem votar a totalidade do valor gasto nessa viagem. Mas só alguns vão ter essa “borla”. A promoção está limitada a 3.000 deslocações no dia 1 de outubro.

Para usufruir da oferta num valor máximo de 8,00 euros basta ter um smartphone com os sistemas operativos Android ou iOS, descarregar a aplicação da Cabify e introduzir o código PRESIDENTEDAJUNTA antes de pedir a viagem. Assim não haverá problemas com o estacionamento ou com filas de automóveis.

Na passada quarta-feira, a empresa de transporte anunciou as suas intenções de, pelo menos, duplicar a sua oferta de transportes em Portugal, onde opera há quase um ano. Mariano Silveyra, diretor regional para a Europa da Cabify, apontou as dificuldades dos concorrentes dos táxis no país. Silveyra deixou um recado aos taxistas ao afirmar que estes necessitam de “se reconverter, melhorar e inovar mais do que nos últimos 70 anos”.

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