Marcelo alerta para “as tentações dos ciclos eleitorais” e exige redução da dívida

  • Margarida Peixoto
  • 28 Setembro 2017

O Presidente da República deixou avisos ao Governo, aos partidos políticos e até aos parceiros sociais. E pede uma redução "de forma consistente do encargo tão pesado da dívida".

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta quinta-feira avisos para todos: Governo, partidos políticos e parceiros sociais. Frisou que é preciso exigir “convergências”, superar “tentações dos cada vez mais curtos ciclos eleitorais” e manter o “controlo atento e sistemático das contas públicas.” As palavras do Presidente da República chegam a dois dias das eleições autárquicas e num momento em que o Governo e os partidos de esquerda negoceiam a proposta de Orçamento do Estado para 2018.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no encerramento de uma Cerimónia de Homenagem a Medina Carreira, organizada pelo Fórum para a Competitividade, que decorreu esta tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Para Portugal crescer é preciso “determinação lúcida, exigindo convergências, superando tentações dos cada vez mais curtos ciclos eleitorais, em que mal se sai de uma eleição, logo se pensa nas seguintes,” defendeu o Presidente. E deixou já o aviso: “Eis um tema a que regressarei passado este período eleitoral e ouvidos os partidos políticos e parceiros económicos e sociais.”

Marcelo reconheceu que “um desafio essencial” para o futuro do país é “crescer mais e sustentadamente”. Mas “com esse crescimento, com o controlo atento e sistemático das contas públicas, com a criteriosa gestão dos custos da dívida, e a abertura a novos compradores, facilitada pela recente perceção dos mercados financeiros,” há que reduzir “de forma consistente o encargo tão pesado da dívida.”

O Presidente não negou a importância da “aposta no investimento e nas exportações”, mas quis ir mais longe. São também precisas “mudanças claras na organização e postura dos poderes públicos, e, claro, atenção à coesão social.” É por isso que para Marcelo “o desafio é mais do que financista, economicista, sociologista, é político e é global.” E é também por essa razão que “tem de se assumir com otimismo realista.”

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