Marcelo é sonhador? Não, PIB a subir 3,2% “é possível”

  • Lusa e ECO
  • 22 Setembro 2017

Marcelo Rebelo de Sousa falou da revisão em alta do crescimento no segundo trimestre de 2017 para os 3%, lembrando que ele próprio já tinha avançado a meta de 3,2%.

O Presidente da República disse esta sexta-feira que Portugal vai poder cumprir o défice de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estabelecido como meta pelo Governo para 2017, congratulando-se com as “boas notícias” para a economia agora divulgadas. Em declarações transmitidas pela SIC Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa classificou a notícia do PIB de “magnífica” e a do défice de “muito boa”.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o défice orçamental foi de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano, uma diminuição face aos 3,1% registados no período homólogo. “Isso quer dizer que vamos poder cumprir, no mínimo, 1,5 % do défice este ano, em termos do exercício orçamental“, afirmou o chefe de Estado, durante a cerimónia de inauguração de uma nova área produtiva da fábrica da Bosch Security Systems, em Ovar.

Quanto ao receio do efeito da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, Marcelo alinhou com o Governo: “Mesmo que seja contabilizado, e o défice fique acima dos 3%, essa parte não conta para efeitos do PDE [Procedimento por Défices Excessivos]”. O Presidente da República classificou o potencial efeito no défice de “mera soma aritmética”.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se ainda à revisão em alta do crescimento no segundo trimestre de 2017 para os 3%, lembrando que ele próprio já tinha avançado a meta de 3,2%. “Quando eu, na Croácia, tinha dito que se devia apontar para 3,2%, houve quem dissesse que o Presidente é um otimista, é um sonhador, imagina realidades impossíveis. Pois, é possível”, sublinhou.

O Presidente considera que estes valores estão mais próximos daquilo que considera ser o “fundamental” para o país. E Marcelo prevê que as metas do Governo sejam atingidas sem problemas, uma vez que não sentiu “durante o verão, sinais de quebra do turismo, sinais de profunda desaceleração da economia ou sinais da execução orçamental diferente da anterior”.

“Olhando para o turismo, os investimentos programados e os que se anunciam, a evolução das exportações… não vejo razões para dizer que não vamos atingir as metas”, considerou Marcelo em resposta aos jornalistas presentes no Porto. Quanto às negociações do Orçamento do Estado para 2018, o Presidente da República pediu que os partidos encontrem um “meio-termo entre as euforias e as tragédias”. “Os dados devem ser encarados com bom senso, nem com pessimismo nem com euforia”, aconselhou.

O Presidente da República associou ainda estes dados aos resultados obtidos pela Bosch em Portugal, referindo que as três unidades de produção da multinacional alemã, em Ovar, Aveiro e Braga, “contribuem com quase 1% do PIB português”.

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