Sonae lidera consórcio para explorar oportunidades do mar

O projeto ValorMar, liderado pela Sonae MC em parceria com o CIIMAR e o Fórum Oceano tem por objetivo a valorização integral dos recursos marinhos. Investimento é de oito milhões.

Se um dia destes percorrer os corredores de um Continente e se deparar com novos produtos saudáveis, eventualmente à base de algas ou similares, ou uma lata de conserva ou snacks inovadores, com recurso a tecnologias sustentáveis e eficientes, não estranhe. É esse o propósito do ValorMar.

O ValorMar, um projeto apresentado esta segunda-feira no terminal de cruzeiro do Porto de Leixões, é liderado pela Sonae MC em parceria com o CIIMAR- Interdisciplinary Center of Marine and Environmental Research, e com o Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar e que tem como objetivo a valorização integral dos recursos marinhos.

O investimento, no montante de oito milhões de euros, é financiado em 66% pelo Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, do Portugal 2020, sendo o restante repartidos pelas entidades — 31 no total — que compõem o consórcio.

Ondina Afonso, presidente do Clube de Produtores do Continente e Diretora de Qualidade e Inovação de frescos Sonae, à margem de apresentação do ValorMar, explicou ao ECO a participação da empresa no programa. “A Sonae é a coordenadora máxima do projeto, e é um sinal claro de que o retalho está muito virado para as parcerias estratégicas”.

"A Sonae é a coordenadora máxima do projeto, e é um sinal claro de que o retalho está muito virado para as parcerias estratégicas.”

Ondina Afonso

Diretora de Qualidade e Inovação dos Frescos da Sonae MC

A diretora de qualidade dos frescos da Sonae MC refere ainda que “a Sonae tem a plataforma para testar os produtos que resultem do programa”. Para Ondina Afonso, esta parceria é também um sinal de que a Sonae “olha não só para os clientes, como para toda a cadeia a montante à produção, e neste caso concreto trazendo também para a equação a investigação e a inovação relacionada com a pesca“.

Sem data para “inundarem” o mercados com os novos produtos, Ondina Afonso refere que “os investigadores já têm um leque de ideias para concretizar. A seu tempo veremos que produtos chegam ao mercado. Até porque os timings são diferentes consoante o eixo de atuação”, justifica.

Mas o que é exatamente o ValorMar?

O programa que tem o horizonte temporal de três anos tem como domínio prioritário a economia do mar e envolve toda a cadeia de valor desde a captura, passando pela produção indo até ao consumidor.

O ValorMar visa a criação de novos produtos, processos e serviços transacionáveis, com elevado conteúdo tecnológico e de inovação, cujo foco é a valorização e o uso eficiente dos recursos naturais e o desenvolvimento das cadeias de valor associadas aos recursos marinhos, sendo que a sua aplicabilidade pode ir desde a cosmética, passando pelos produtos farmacêuticos ou indústria biomédica.

Para isso o programa assenta a sua atuação em quatro grandes eixos:

  • Novos produtos de mar, tecnologias e processos para a indústria e mercado. Entre os novos produtos podem estar I&D de conservas e snacks inovadores com base em diferentes recursos marinhos, propondo novas estratégias para prolongar o tempo de vida útil de preparados de pescado;
  • Desenvolvimento e otimização de novos produtos, tecnologias e processo para produção aquícola em Portugal e na Europa, como por exemplo, antecipação das condições meteorológicas.
  • Isolamento de compostos bioativos a partir de fontes marinhas, para utilização em formulações para alimentos funcionais ou em indústrias biomédicas, farmacêuticas e cosmética.
  • Investigação e desenvolvimento da plataforma tecnológica de rastreabilidade, para disponibilizar informação a empresas e ao consumidor final de um modo integrado, considerando toda a cadeia de valor.

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