Em nome das florestas, Jerónimo de Sousa defende aumento do défice para 1,2%

  • ECO
  • 20 Outubro 2017

O líder do PCP apresentou um aumento da meta do défice para financiar a reforma das florestas, acusando o governo de "atirar" um superavit de 5 mil milhões de euros para um "poço sem fundo".

Em entrevista à Antena 1, Jerónimo de Sousa fez valer a sua opinião relativamente à posição do Executivo de António Costa após os incêndios do passado fim de semana. O líder do Partido Comunista Português (PCP) fala de um Governo que “ficou mal na fotografia” e que “subestimou” os fogos que destruíram 506.000 hectares de floresta, mato e terrenos agrícolas no país em 2017, segundo o Sistema de Informação de Fogos Florestais da União Europeia (EFIS).

“O dinheiro está cá”, avançou Jerónimo de Sousa, acrescentando que o Governo conseguiu um excedente de cinco mil milhões de euros e que será “tentado” a canalizá-lo para “o poço sem fundo do défice e da dívida”. O líder do PCP confessou que a resposta do primeiro-ministro à sua proposta de alteração do défice para reunir fundos para a proteção das florestas não foi clara.

Neste sentido, o líder comunista propôs o aumento da meta do défice de 1% para 1,2%, numa diferença de 400 milhões de euros para financiar as florestas. “O Governo (…) foi mais longe que as próprias imposições e os critérios que nos são impostos pela União Europeia” com a meta de 1% de défice, argumentou. Em tom irónico, Jerónimo Martins pediu para que lhe explicassem qual o impacto de mais 400 milhões de euros nas contas do executivo.

Quanto a fontes alternativas para financiar a reforma das florestas, Jerónimo rejeita quaisquer retrocessos nos descongelamentos das carreiras ou no alívio do IRS: “Não é ir tirar o pão da boca a quem foi tão martirizado durante quatro anos (…) em nome da defesa da floresta”.

Jerónimo de Sousa garante que está acordado com o Governo que o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego e o aumento da derrama será aprovado na especialidade. Mas na reforma da floresta, Jerónimo insiste, que o Banco de Terras não passará na avaliação do PCP.

 

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