Mendes: “Parecia que no lugar do coração tinha uma pedra”

  • ECO
  • 22 Outubro 2017

O comentador da SIC é bastante crítico em relação ao papel que António Costa teve na tragédia dos incêndios.

Marques Mendes diz que António Costa teve esta semana “o momento mais difícil e crítico da sua vida política” e considera que no primeiro-ministro “não se viu capacidade de liderança nos momentos difíceis”.

O antigo líder do PSD apontou uma série de erros a António Costa:

  • “Costa, pelo pelo seu feitio, perante um problema desvaloriza, empurra com a barriga”;
  • “Nos últimos meses andava muito deslumbrado com a economia, com as sondagens e com a vitória nas autárquicas. Descolou da realidade”;
  • “Desvalorizou os avisos do Presidente da República e isso foi fatal”.

O comentador da SIC criticou ainda a forma como o primeiro-ministro fez a sua comunicação ao país: “parecia que no no lugar do coração tinha uma pedra”.

Mas Costa está morto politicamente?

“Não, nem oito, nem oitenta”, respondeu Mendes. “Provavelmente não recuperará na totalidade, mas está longe de estar morto politicamente”.

Sobre o papel do Presidente da República, afirma que “esta semana foi a mais marcante no mandato [de Marcelo Rebelo de Sousa]. Mostra a importância de um regime semipresidencial. Não é só um Presidente das selfies e dos afetos”.

Em relação à moção de censura, que será votada esta terça-feira no Parlamento, Marques Mendes defende que “não terá efeitos práticos. O discurso do Presidente da República matou a censura porque o discurso de Marcelo foi a verdadeira censura”.

Sobre a remodelação levada a cabo pelo Governo, Marques Mendes considera que “é uma remodelação feita em estado de necessidade”, acrescentando que o Governo fará uma nova mexida “no próximo ano”. Sobre Eduardo Cabrita, o novo ministro da Administração Interna, assegura que “tem melhor perfil e mais experiência do que Constança Urbano de Sousa”.

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