Netflix recorre à dívida para financiar novas séries

A empresa vai emitir 1,6 mil milhões de dólares de dívida para conseguir financiar a produção de novos conteúdos originais, o principal fator de crescimento do número de subscritores.

A Netflix vai recorrer ao mercado de dívida para obter um financiamento de 1,6 mil milhões de dólares (1,36 mil milhões de euros) que utilizará para investir em novas séries. Este valor representa apenas uma pequena parte daquilo que a empresa já anunciou que pretende gastar no próximo ano.

A empresa norte-americana está no mercado para colocar obrigações junto de investidores, procurando utilizar o dinheiro obtido com estes títulos no desenvolvimento do que tem sido o principal fator do aumento do número de subscritores: séries originais. Os termos do acordo serão definidos com os futuros compradores da dívida.

Esta decisão surge depois de a Netflix ter anunciado que pretende gastar entre sete a oito mil milhões de dólares (entre oito a nove mil milhões de euros) em novos conteúdos durante o próximo ano de 2018. A empresa pretende aumentar o valor que está a gastar com esses conteúdos originais. E exclusivos.

Para a marca, as séries originais são o principal fator de crescimento do número de subscritores do serviço, daí a empresa alegar que faz todo o sentido investir ainda mais nessa área. Ao oferecer séries originais na língua nativa de um determinado país, a Netflix consegue infiltrar-se em vários mercados emergentes, como é o caso do Brasil.

No terceiro trimestre de ano, a Netflix conseguiu atrair mais subscritores do que aqueles que estava à espera, exatamente mais um milhão acima da previsão. O número subiu 5,3 milhões para 109,3 milhões de subscritores, o que representa um aumento de 29% desde o início do ano. Quanto ao quarto trimestre, a Netflix estima que se mantenha este crescimento: 6,3 milhões nesse período, mesmo depois de o preço da subscrição mensal ter aumentado em vários mercados. Este ano, as ações da empresa acumulam uma valorização de 52,24%.

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