“Quando o país precisava de um estadista, constatou que tinha apenas um político habilidoso”

  • Margarida Peixoto
  • 24 Outubro 2017

Assunção Cristas, presidente do CDS-PP, frisou que apresentou esta terça-feira uma moção de censura "para não deixar passar em branco esta vergonha nacional".

Assunção Cristas, presidente do CDS-PP, apresenta no Parlamento a moção de censura ao Governo.Paula Nunes / ECO 24 outubro, 2017

“Quando o Governo falha, e essa falha leva à morte de mais de uma centena de pessoas, (…) que outra reação parlamentar existe, que não uma Moção de Censura?” Assunção Cristas, líder do CDS-PP, justificou assim a apresentação de uma moção de censura, esta terça-feira, para fazer cair o Governo de António Costa. E acusou o primeiro-ministro de não estar à altura do estadista de que o país precisava, sendo apenas um “político habilidoso”.

Cristas passou em revista os acontecimentos desde a tragédia de Pedrógão Grande, ocorrida em junho, até aos incêndios que assolaram o país a 15 de outubro, somando mais 45 mortes.

Lembrou os “milhares de pessoas” que “viveram horas de agonia, em risco de vida, tentando salvar-se e aos seus bens mais essenciais”, as “mais de 500 habitações” que “ficaram perdidas”, os “mais de 500 mil hectares” que arderam. Defendeu que “todos reconheceram, do Presidente a todos os partidos” que o Estado português falhou. E que “falhou em duas das suas mais básicas tarefas: a proteção das pessoas e do seu território”, frisou.

Sublinhou os erros de coordenação e de estratégia, a incapacidade de agir no curto prazo para evitar que à tragédia de junho se sucedesse a de outubro e acusou o Governo de não ter sabido assumir as suas responsabilidades.

Por isso, concluiu, “quando o Governo falha, e essa falha não e suficiente para o Governo, por sua iniciativa, com convicção, assumir as suas responsabilidades, que outra alternativa constitucional, que não uma moção de censura?” E ainda acusou Costa: “Quando o país precisava de um estadista, constatou que tinha apenas um político habilidoso”. E rematou: “Os portugueses contam connosco para não deixar passar em branco esta vergonha nacional.”

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