Mexicanos, preparem-se. Estão quase prontos os protótipos para o muro de Trump

Termina esta quinta-feira a construção dos protótipos para os muros que separarão os Estados Unidos do México. No total custarão entre 2,4 e quatro milhões de dólares e serão escolhidos por Trump.

Foi durante a sua campanha eleitoral que Donald Trump prometeu construir um muro na fronteira com o México, ao longo de 3.200 quilómetros, difícil de trepar e com melhor aparência do lado norte. Segundo a vontade da administração do presidente dos Estados Unidos, o muro deve estar enterrado 1,8 metros no solo e incluir portões automáticos para peões e veículos. Deverá ainda requerer, pelo menos, uma hora para ser cortado.

A ideia de construção desta barreira surgiu com o objetivo de travar o fluxo de imigrantes ilegais que tentam entrar nos Estados Unidos, mas também de traficantes de droga. O maior problema era quem iria pagar a sua construção. Um estudo feito pelo jornal Washington Post avaliou a obra em cerca de 25 mil milhões de dólares (21,2 mil milhões de euros).

Donald Trump sempre afirmou que, fosse de que maneira fosse, o México arcaria com as despesas. Ainda que o presidente mexicano tenha sempre dito que nunca pagaria qualquer saco de cimento da construção, Trump adiantou que inicialmente iria recorrer a fundos disponíveis nos cofres do Estado (apenas estavam disponíveis 20 milhões de dólares) e o México iria pagando o que faltava aos poucos, à medida que se fosse construindo. Como? Chegou a dizer que proibiria os imigrantes sem documentos de mandar dinheiro de volta para casa.

Os protótipos, pelo menos, vão ser pagos

Não tardaram a surgir empresas interessadas na construção da barreira, foram mais de 265 que se alistaram no site da administração. No final de setembro, começaram a ser construídos oito protótipos em Otay Mesa, ponto de passagem entre Tijuana e San Diego. A custar cerca de 450 mil dólares cada um, serão pagos por fundos do Estado norte-americano mas, relativamente aos restantes 1.500 milhões pedidos por Trump para terminar a obra, ainda não há acordo.

Dos protótipos aprovados, metade é em betão e a outra metade vai ser construída com vários materiais. Três meses após as suas construções, serão avaliados pela guarda fronteiriça e por Trump, que já prometeu deslocar-se ao local e “olhar para eles pessoalmente e escolher o melhor“. Recentemente, no estado do Alabama, o presidente norte-americano disse preferir um muro que não fosse em cimento, de forma permitir ver através da estrutura. “Está a ficar imaculado, perfeito, melhor que novo, mesmo se podia ser um pouco mais alto, mas tudo bem. E estamos a construir amostras de um novo muro. Sabem, tem de ser transparente”, disse.

Os protótipos têm de estar concluídos até ao final desta quinta-feira e estes são os modelos apresentados:

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mexicanos, preparem-se. Estão quase prontos os protótipos para o muro de Trump

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião