Medina quer mais elétricos e escritórios, ainda sem maioria

  • ECO
  • 27 Outubro 2017

Ainda sem acordos para constituir maioria, Fernando Medina deixou algumas promessas na sua tomada de posse, entre as quais a ampliação das zonas de escritórios e a compra de 30 elétricos.

O reeleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acompanhada pela presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, durante a tomada de posse dos órgãos autárquicos de Lisboa, na Câmara Municipal de Lisboa.MÁRIO CRUZ/LUSA

Trinta novos elétricos, construção de seis novos centros de saúde e ampliação das zonas de escritórios. São estas as propostas de Fernando Medina para o novo mandato na Câmara de Lisboa, o primeiro em que foi eleito como cabeça de lista. O presidente lisboeta surgiu na tomada de posse sem um acordo que lhe conceda maioria absoluta, aproveitando para tecer críticas ao PCP.

De acordo com as declarações citadas pelo Diário de Notícias, Fernando Medina tentou uma aproximação ao Partido Comunista, que alcançou 13% dos votos, mas “infelizmente o PCP não se mostrou disponível para um acordo mais permanente de governação da cidade”, o que, segundo o socialista, “terá desiludido muitos dos eleitores que votaram no PCP nestas eleições, porque muitos ouviram da candidatura uma disponibilidade de compromisso”.

Ainda na esquerda, o Bloco de Esquerda “mostrou disponibilidade para discutir”, segundo Fernando Medina, mas haverão alguns assuntos em que os dois partidos divergem, nomeadamente o número de casas a disponibilizar em regime de renda acessível, a forma de financiamento do programa e a extensão e traçado de rede do metropolitano. Ainda assim, Medina não conseguirá maioria absoluta apenas com o apoio dos bloquistas, tendo em conta que estes só conquistaram 5,5% dos votos.

As propostas apresentadas são destacadas pelo Público na edição desta sexta-feira, com o edil a querer apostar não só na expansão da rede de transportes da cidade, como na resposta às alterações climáticas, mas também nos cuidados de saúde dos lisboetas. “Serão centros modernos, com meios de diagnóstico e terapia, capazes de assegurar cuidados de qualidade a todos”, apontou Medina.

No campo económico, a ampliação das zonas de escritório e a necessidade de descentralização foi destacada. “É preciso aumentar a capacidade de fiscalização dos executivos municipais”, reiterando a necessidade de os municípios terem mais poderes e recursos do seu lado.

Nesta quinta-feira surgiu também a notícia de que José Eduardo Martins, antigo cabeça de lista pelo PSD à Assembleia Municipal de Lisboa, irá suspender o seu mandato por divergências internas. Estas, divulgadas pela TSF, dizem respeito à criação de uma lista alternativa para liderar a bancada social-democrata no órgão municipal. “Somos muito poucos para haver duas listas”, afirmou o político à rádio.

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