Zenith apresenta órgão regulador revolucionário

  • Fernando Correia de Oliveira
  • 2 Novembro 2017

A Zenith fez a apresentação mundial de uma novidade técnica ao nível do orgão regulador do relógio.

O anúncio foi feito na sede histórica da Zenith, em Le Locle, perante jornalistas vindos de todo o mundo. Foram anfitriões Jean-Claude Biver, presidente da Divisão de Relojoaria do Grupo LVMH, o novo CEO da Zenith, Julien Tornare, e o CEO do Instituto de Ciência do Grupo LVMH, Guy Sémon.

Segundo a manufatura, nada mudou desde que, em 1675, o holandês Christiaan Huygens apresentou a solução da roda de balanço e espiral para se conseguir frações iguais de tempo, conseguindo-se assim um avanço considerável na exatidão dos relógios.

Nada mudou… até que a Zenith concebe um novo órgão oscilador e o aplica no Defy Lab. Este novo oscilador é um bloco monolítico, feito de silício monocristalino (com zonas mais finas que um cabelo humano), e que substitui o tradicional conjunto balanço/espiral. Os cerca de 30 componentes de um órgão regulador normal (e que exigem montagem, ajuste, teste e lubrificação) são assim substituídos por um único elemento, com apenas 0,5 mm de espessura (comparado com os habituais 5 mm9.

Este novo órgão regulador vibra a uma frequência de 15 Hertz, com uma amplitude de +/- 6 graus, garantindo quase 60 horas de autonomia.

Dada a alta frequência, consegue-se um isocronismo quase 10 vezes superior ao de um calibre já de si excecional como é o histórico El Primero da Zenith (com 5 Hertz de frequência). A sua taxa de variação diária é de apenas 0,3 segundos (um cronómetro certificado COSC deve estar nos parâmetros de -4 e +6 segundos, ou seja, até 10 segundos por dia).

O novo oscilador da Zenith consegue manter o isocronismo para além das 24 horas habituais (à medida que vão perdendo energia, os relógios também perdem exatidão). O novo oscilador mantém o grau de precisão inalterado durante 95 por cento da sua reserva de corda.

Não necessitando de lubrificação — dado que não provoca atrito –, é insensível às mudanças de temperatura, à gravidade e aos campos magnéticos, todos eles fatores que afetam o comportamento de um conjunto balanço/espiral clássicos.

Os relógios Defy Lab apresentados com o novo órgão regulador são triplamente certificados – cronometria pelo Observatório de Besançon, resistência às alterações de temperatura pela norma ISO3159, e resistência a campos magnéticos pela norma ISO-764, excedendo-a 18 vezes (para o relógio completo, resistindo a 88.000 Amperes por metro ou 1.100 Gauss.

Com caixa de 44 mm, os Zenith Defy Lab são feitos de Aeronith, o material compósito de alumínio mais leve do mundo (2,7 vezes mais leve que o titânio, 1,7 vezes mais leve que o alumínio e 10 por cento mais leve que a fibra de carbono).

The Defy Lab teve já uma primeira edição, pré-vendida a colecionadores. São todos exemplares únicos, personalizados segundo o gosto de cada um. Vêm num estojo especial. E a compra deu direito a uma visita à manufactura, a um encontro com Jean-Claude Biver, Julien Tornare e Guy Sémon, bem como a degustar o mais prestigiado vinho branco do mundo – uma garrafa de Château d’Yquem Sauternes, do século XIX.

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