Família EDP perde 745 milhões em bolsa e arrasta PSI-20

A empresa liderada por António Mexia reviu em baixa as estimativas de lucros para este ano e acabou por afundar quase 5% em bolsa.

O grupo EDP afundou em bolsa na última sessão da semana, depois de a casa mãe ter revisto em baixa as estimativas de lucro para este ano. A EDP EDP 0,00% e a Renováveis EDPR 0,00% perderam mais de 745 milhões de euros em bolsa e acabaram por arrastar o PSI-20, que contrariou a tendência positiva das restantes praças europeias e registou a maior queda desde o final de julho. Os CTT continuam sob forte pressão e também contribuíram para esta queda.

O PSI-20 encerrou a perder 1,44%, para os 5.368,64 pontos, com apenas quatro cotadas em alta e as restantes 14 em queda.

A queda da bolsa justifica-se, sobretudo, pelo desempenho do grupo EDP. A empresa liderada por António Mexia reviu em baixa as estimativas de lucros para este ano, esperando agora obter um lucro entre os 850 e os 900 milhões de euros, abaixo da anterior projeção de cerca de 919 milhões de euros. Já os analistas esperam um lucro em torno dos 867 milhões neste ano.

Os investidores não gostaram e a EDP acabou por derrapar 4,58%, para os 2,96 euros por ação. Em capitalização bolsista, a empresa perdeu 519,2 milhões de euros apenas nesta sessão. A EDP Renováveis acompanhou este movimento e afundou 3,62%, para os 6,9 euros por ação. Ao todo, perdeu 225,9 milhões de euros em bolsa.

Feitas as contas, as duas elétricas perderam um total de 745,1 milhões de euros em bolsa nesta sexta-feira. “Vemos este desempenho em bolsa como uma consequência da combinação de uma reação negativa à revisão em baixa dos lucros com novas preocupações em torno dos riscos regulatórios na atividade de energia renovável nos Estados Unidos”, comentam os analistas da Haitong.

EDP perdeu 519 milhões em bolsa

Também os CTT estiveram a pressionar a bolsa. A empresa liderada por Francisco Lacerda está a derrapar em bolsa desde quarta-feira, depois de ter anunciado que os lucros no acumulado dos nove meses do ano afundaram em 57% e que vai cortar o dividendo a distribuir aos acionistas em 20%. A cotada voltou a ser penalizada em bolsa e afundou 5,84%, para os 3,56 euros por ação.

A evitar que o PSI-20 derrapasse mais esteve a Jerónimo Martins, que valorizou 1,42%, para os 16,07 euros por ação. Do lado dos ganhos, destaque também para a Altri, Corticeira Amorim e Novabase.

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