Caldeira Cabral: Fogos não vão ter impacto no crescimento económico

O ministro da Economia revelou que o impacto dos danos dos fogos foi de 0,01% do PIB. E assegura que o PIB continua a crescer a 3% e que há empresas da Catalunha a quererem vir para Portugal.

O ministro da Economia garante que os fogos florestais não vão afetar o crescimento económico em Portugal, assinalando que o país quer crescer mais do que está as previsões do Governo. Em entrevista à Bloomberg esta segunda-feira, Manuel Caldeira Cabral afirma que a economia está a expandir-se a 3% e que este crescimento é “sustentável”. “O que não queremos é fazer previsões muito altas e falhar”, disse Caldeira Cabral.

“Os fogos florestais não terão impacto no crescimento [económico]”, assegura Caldeira Cabral. Ainda assim, o ministro da Economia admite que o impacto social “foi grande”, mas o impacto em termos económicos dos danos foi de apenas “0,01% do PIB”, disse. Dado que as empresas terão seguros ou a ajuda do Estado, o Governo espera que não haja impacto das tragédias na economia.

Por outro lado, a beneficiar a economia, estão alguns elementos revelados pelo ministro da Economia: “algumas empresas” do Reino Unido transferiram parte das suas operações para Portugal por causa da saída dos britânicos da União Europeia. Logo após o Brexit, o Governo português decidiu criar um task force com este intuito. No final de outubro, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, disse, em Lisboa, que se isso acontecer é bom para os dois países.

Além disso, Caldeira Cabral revelou que “três empresas da Catalunha abordaram o Ministério da Economia para mudar parte das suas atividades de Barcelona para Lisboa” devido à turbulência política atual na região. O ministro da Economia aproveitou para referir que a atração de investimento estrangeiro em Portugal está a acontecer “não só em imobiliário, mas também na área dos serviços de tecnologia, turismo e indústria”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Caldeira Cabral: Fogos não vão ter impacto no crescimento económico

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião