Novo mínimo histórico dos CTT. Nem a energia salva a bolsa

  • Rita Atalaia
  • 6 Novembro 2017

Os CTT não param de cair, com as ações a tocarem um novo mínimo histórico. Um mau desempenho que acaba por arrastar o PSI-20 para terreno negativo.

Os CTT não param de afundar em bolsa. As ações da empresa de correios continuam a somar perdas, tocando um novo mínimo histórico, depois de os resultados dos primeiros nove meses do ano terem dececionado os investidores. A bolsa nacional não fica imune a este mau desempenho, cedendo os ganhos registados no início da sessão e mergulhando em terreno negativo.

Foi no feriado de 1 de novembro que a empresa de correio sofreu a pior sessão de sempre em bolsa — os títulos caíram mais de 20%. E esta descida continua a agravar-se. A empresa liderada por Francisco Lacerda vai na quinta sessão de perdas. Os CTT cedem 5,20% para 3,376 euros. Mas já chegaram a tocar os 3,373 euros durante a sessão — um novo mínimo histórico.

Perante esta nova queda, as ações acumulam um desvalorização de mais de 33% desde a apresentação dos resultados, queda que arrasou com mais de 300 milhões de euros do valor de mercado da empresa de correios. No acumulado do ano, os CTT lideram as quedas em Lisboa ao registarem uma descida de 47%.

CTT afundam para novo mínimo histórico

Esta queda está a pressionar a praça portuguesa. O PSI-20 arrancou a sessão com ganhos de quase 0,2%, mas foi temporário. O índice de referência nacional acabou por entrar no vermelho, recuando recentemente 0,38% para 5.348,35 pontos — seguindo a tendência das restantes praças na Europa. A subida de 0,94% da Galp Energia, num dia de ganhos expressivos para os preços do petróleo, está a limitar esta queda. A EDP soma 0,2% e a EDP Renováveis ganha 1,38%.

Do lado das perdas, destaque ainda para o BCP (-0,86%) e Jerónimo Martins (0,87%). Mas também para a Altri. A papeleira apresentou resultados na sexta-feira que ficaram, segundo os analistas do BPI, “praticamente em linha com as estimativas”. Mas isso não foi suficiente, com as ações a caírem 7,57%.

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