Queda do petróleo castiga Wall Street

  • Juliana Nogueira Santos
  • 15 Novembro 2017

As previsões da AIE estão a pressionar os preços do petróleo, que segue a perder quase 1%. Atrás dele seguem os principais índices internacionais.

Os preços do petróleo estão em queda após a Agência Internacional de Energia (AIE) ter revisto em baixa as previsões as previsões da procura global de petróleo em 2017 e 2018 devido à subida dos preços do barril e às temperaturas mais suaves do que o habitual no início deste inverno. Atrás do petróleo seguem os principais índices internacionais, incluindo os norte-americanos.

A AEI vê um corte no crescimento da procura de 100 mil barris por dia, tanto em 2017 como em 2018, o que está a levar o ‘ouro negro’ a perder quase 1%. Em Londres, o barril de brent que serve de referência para Portugal cai 0,90% para 61,67 dólares, enquanto o West Texas Intermediate perde 0,93% para 55,19 dólares.

Esta pressão vendedora no mercado petrolífero está a alastrar-se para o mercado de valores, com as principais praças norte-americanas a perder terreno. Na negociação pré-abertura, o industrial Dow Jones deslizou mais de 100 pontos, tendo iniciado a sessão a cair 0,32% para os 23.334,59 pontos. O tecnológico Nasdaq abriu a perder 0,55% para 6.700,67 pontos, enquanto o agregador S&P 500 iniciou a sessão a desvalorizar 0,37% para 2.569,45 pontos.

A destacar-se pela negativa seguem as retalhistas Target e Wal-Mart após terem sido conhecidos das vendas a retalho. Com estas a travarem o crescimento de 1,2% em setembro para 0,1% em outubro, estas duas retalhistas seguem a perder 6,66% e 1,24%, respetivamente. Na tecnologia, a Apple não está a ter um dia positivo no mercado, perdendo 1,25% para 168,92 dólares, tal como a General Eletric que cai 1,31% para 17,66 euros.

“Aquele relatório está a pressionar os nossos mercados”, afirmou Quincy Krosby da Prudential Finantial à CNBC, referindo-se ao último relatório da AIE. “Também estamos reféns do que se está a passar com a reforma fiscal.” Em causa está — como tem estado desde a entrada de Trump na Casa Branca — os atrasos na apresentação de um novo plano fiscal e os entraves ao novo plano de saúde.

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