Tensão em Angola: Sonae diz que parceria da Nos com Isabel dos Santos “funciona bem”

A exoneração de Isabel dos Santos da Sonangol e a tensão que esta vive em Angola não preocupa a Sonae, parceira da empresária na Nos. "Não vemos razões para ser alterada", diz Luís Reis.

Paulo Azevedo (C), CEO da Sonae, chega com o vice-presidente da Sonae, Ângelo Paupério (E) e com o administrador, Luís Reis, para a apresentação de resultados de 2013, no Porto.ESTELA SILVA / LUSA

A tensão em Angola à volta da exoneração de Isabel dos Santos da Sonangol não preocupa a Sonae, empresa parceira da empresária na Nos onde, através da Zopt, ambas controlam a operadora liderada por Miguel Almeida com 52,15% do capital.

Luís Reis, Chief Corporate Center Officer (CCCO) da Sonae questionado pelo ECO, sobre se a situação em Angola pode ter repercussões nos negócios da empresária em Portugal, nomeadamente na operadora de telecomunicações, adianta que “a parceria com a empresária Isabel dos Santos na Nos tem funcionado muito bem, há um alinhamento entre os acionistas. Não vemos nenhuma razão para isto ser alterado no futuro“.

No dia em que foram conhecidos os resultados da Sonae, referentes aos primeiros nove meses do ano, Luís Reis falou ainda de outra parceria por terras de África.

“A parceria em Moçambique com a Satya [com quem o grupo se associou para entrar no retalho alimentar em África] está a funcionar. Queremos abrir mais lojas em Moçambique e estamos a olhar para mais hipóteses em África”, refere. O gestor recusa, no entanto, entrar em mais pormenores.

De resto, na apresentação dos resultados anuais do grupo em março, Paulo Azevedo tinha já referido que estavam “a procurar novas localizações para crescer” em África, remetendo novos desenvolvimentos para “mais tarde em 2017”. Paulo Azevedo assegurou, na altura, que Angola ficava de fora desse plano de expansão.

A Sonae, que este ano já criou 3.000 postos de trabalho, tem vindo a apostar fortemente na internacionalização. “Estamos presentes em mais de 90 países, 32 dos quais com lojas próprias e 87 com lojas próprias ou alheias“, explica Luís Reis. Esta aposta externa da empresa já tem reflexos nas contas da unidade Sports &Fashion, com 40% das vendas a serem feitas fora de Portugal.

Mas Luís Reis destaca outro fator: “Neste trimestre, 80% das vendas em euros dos produtos perecíveis são feitas com origem em fornecedores nacionais. Este é um facto que nos deixa muito orgulhosos”. De resto, o grupo trouxe para Portugal toda a produção da Yammi, máquina de cozinhar multifunções do universo Sonae, e já está mesmo a exportar para França e o Luxemburgo.

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