Presidente do Infarmed: Ida para o Porto é uma “intenção” não uma decisão

  • ECO
  • 27 Novembro 2017

A presidente do Infarmed diz que ficou incrédula quando o ministro da Saúde lhe comunicou a ida do organismo para o Porto, mas que este lhe terá dito que se tratava apenas de uma "intenção".

“Incrédula”. Esta é a expressão utilizada por Maria do Céu Machado, presidente do Infarmed, para descrever a forma como reagia ao telefonema do ministro da Saúde de há poucos dias em que este lhe comunicou a mudança do organismo que lidera para a cidade do Porto. Em entrevista ao Público (acesso condicionado), a responsável do Infarmed diz ainda que num contacto posterior, Adalberto Campos Fernandes lhe deu conta que a deslocalização para o Porto se tratava apenas de uma “intenção” e não de uma decisão.

“O senhor ministro disse que percebia, de certa forma, que isto era uma notícia surpresa e que não era uma decisão, era uma intenção. Várias vezes repetiu isso“, afirma a médica que lidera o Infarmed, acreditando que de facto assim seja. “Quando o ouço dizer que é uma intenção, que vamos ter de fazer uma avaliação do impacto, eu confio que seja intenção e não decisão e que haja uma avaliação de impacto financeiro, social, relativa à atividade nacional e internacional e à saúde pública.

De acordo com a Maria do Céu Machado, a mudança para o Porto implicaria a perda de “muitos milhões” de euros em processos europeus de avaliação de medicamentos.

Segundo a médica que lidera o Infarmed, antes de lhe ter sido comunicada a mudança do Infarmed já teria ouvido dizer que Adalberto Campos Fernandes tinha perguntado num almoço “e se o Infarmed fosse para o Porto?”, o que na terá interpretado então “como uma brincadeira”.

“Fiquei tão incrédula… Isto é como todas as notícias de surpresa, até cairmos em nós, há uma fase em que se fica com uma espécie de anestesia, de ‘isto não pode ser verdade'”, disse a médica quando questionada sobre a sua reação ao telefonema de Adalberto Campos Fernandes.

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