Britânicos ficam com maior fatia da emissão de dívida do BCP

O BCP foi ao mercado obter 300 milhões de euros em dívida. Uma operação que contou com um forte apetite, especialmente por parte de investidores britânicos.

Investidores britânicos, na sua maioria gestores de fundos, ficaram com a maior fatia da emissão de dívida de 300 milhões de euros realizada pelo banco liderado por Nuno Amado. Conseguiram 48% do montante total, enquanto na Península Ibérica foi subscrito 17% do montante captado pelo Banco Comercial Português (BCP).

De acordo com os dados finais da emissão, Reino Unido e Irlanda, juntamente com a Península Ibérica, ficaram com 60% dos 300 milhões de euros conseguidos pelo banco nesta operação. Alemanha, Áustria e Suíça ficaram com 15%, sendo de salientar que 5% do total acabou nas mãos de investidores asiáticos.

Houve, assim, uma grande diversificação em termos geográficos que se verificou também em termos do tipo de investidores, com os gestores de fundos a captarem quase metade do total. Ficaram com 48%, seguidos dos “hedge funds”, fundos especulativos que arrebataram 37% do montante global da emissão. Bancos e seguradoras ficaram com 11% e 5%, respetivamente.

Esta repartição da emissão, tanto geográfica como por tipo de investidor, permitiu ao banco liderado por Nuno Amado financiar-se com um custo “muito satisfatório”. “É um sinal de confiança no BCP em termos de mercado internacional”, salientou o responsável à margem do Fórum Banca, promovido pelo Jornal Económico e PwC, apesar do boicote anunciado à operação por parte de grandes fundos mundiais.

Se no arranque da operação as ordens recebidas colocavam a taxa entre 4,75% e 5%, esta acabou por encolher em 25 pontos base à medida que a procura se foi avolumando — ascendeu a 900 milhões. O banco afirma, em comunicado enviado à CMVM, que a taxa de juro é de “4,5%, ao ano, durante os primeiros cinco anos (correspondente a um spread de 4,267% sobre a taxa mid-swap de cinco anos)”.

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